Kim Koo ou Kim Gu (1876–1949), conhecido também como Baekbeom (백범), foi um líder central na luta pela independência da Coreia. Ele serviu como Presidente do Governo Provisório da República da Coreia na China, liderando a resistência diplomática e militar no exílio.

1. Juventude e o Despertar para Luta
Nascido em uma família humilde e de linhagem aristocrática decaída, Kim Koo teve uma juventude agitada, marcada pela luta contra as injustiças sociais:
- Movimento Donghak (1894): aos 18 anos, tornou-se líder no movimento camponês Donghak, lutando por igualdade social e contra a corrupção.
- Vingança pela Rainha (1896): Após o assassinato da Rainha Myeongseong por agentes japoneses, Kim Koo matou um oficial japonês (Tsuchida) como represália. Foi condenado à morte, mas salvo por uma intervenção de última hora do Imperador Gojong.
- Fuga e Espiritualidade: Após fugir da prisão em 1898, viveu brevemente como monge budista (1989) antes de se converter ao cristianismo (1903) e dedicar-se à educação rural.
2. O Líder do Governo Provisório no Exílio
Com a ocupação formal japonesa em 1910 e o Movimento de 1º de Março de 1919, Kim Koo exilou-se na China, onde dedicou 26 anos de sua vida ao Governo Provisório da República da Coreia (KPG).
- O Corpo Patriótico Coreano (1931): Kim organizou este grupo de elite para realizar ataques estratégicos contra líderes japoneses. Sob seu comando, heróis como Yun Bong-gil e Yi Bong-chang realizaram atentados que chamaram a atenção do mundo para a causa coreana.
- Exército de Libertação da Coreia (1940): Em Chongqing, ele fundou a força armada oficial da Coreia, preparando tropas para retomar a península em cooperação com as forças aliadas (EUA/OSS).
3. O Retorno e a Luta pela Unificação
Em 1945, com a rendição do Japão, Kim Koo retornou à Coreia, mas encontrou um país prestes a ser dividido pela Guerra Fria.
- Oposição à Tutela: Ele lutou contra o plano das potências (EUA e URSS) de colocar a Coreia sob tutela internacional, defendendo a independência imediata e soberana.
- O Sonho da Unificação: Kim Koo opôs-se veementemente à realização de eleições apenas no Sul, pois sabia que isso selaria a divisão definitiva. Em 1948, ele chegou a cruzar o paralelo 38 para negociar pessoalmente com líderes do Norte em busca de um governo unificado.
4. O Assassinato e o Legado
Em 26 de junho de 1949, Kim Koo foi assassinado em sua residência pelo segundo-tenente Ahn Doo-hee. Embora o motivo exato ainda seja debatido, muitos acreditam que foi um crime político orquestrado por aqueles que viam sua liderança pela unificação como uma ameaça.
“Meu Desejo” (나의 소원): Em seu famoso ensaio, Kim Koo escreveu que seu único desejo era a independência da Coreia. Mais do que poder militar, ele desejava que a Coreia fosse uma nação de alta cultura, capaz de levar paz e felicidade ao mundo.
Link para Museu Kim Koo: http://www.kimkoo.or.kr/_eng/sub/sub01_01.asp
Fontes:
- ENCYCLOPEDIA OF KOREAN CULTURE. 김구(金九). encykorea.aks.ac.kr. Disponível em: <https://encykorea.aks.ac.kr/Article/E0008753>.
- HISTORY.GO.KR. 우리역사넷. History.go.kr. Disponível em: https://contents.history.go.kr/mobile/eh/view.do?levelId=eh_n0740_0010&code=eh_age_40
- KIM KOO MUSEUM & LIBRARY. BIOGRAPHY. Kimkoomuseum.org. Disponível em: <https://www.kimkoomuseum.org/eng/kimkoo/biography.html>.
Deixe um comentário