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  • Jeju Haenyeo (제주 해녀 문화)

    Jeju Haenyeo (제주 해녀 문화)

    A Ilha de Jeju é uma ilha vulcânica pertencente à Coreia do Sul. Considerada um Patrimônio Mundial Natural da Unesco, é um paraíso repleto de paisagens magníficas e que conta ainda com as haenyeo (해녀), as mulheres do mar. Como símbolos e parte da história da Ilha de Jeju, as haenyeo são mulheres que mergulham cerca de 30 metros abaixo da superfície aquática sem máscaras de oxigênio. Mergulham nas chamadas “fazendas marinhas” e recolhem frutos do mar, como abalones, conchas, pepinos do mar e hijiki (alga marinha), para se sustentar.

    Seguindo a técnica de mergulho muljil (물질), essas mulheres se reúnem dia a dia e mergulham no mar por sete horas diárias, noventa dias ao ano, todos os anos. Já acostumadas com o frio do oceano pela manhã, as haenyeo se reúnem em grupos menores nos chamados bulteok (불턱) e são designadas para locais litorâneos específicos, onde, lideradas por uma haenyeo, entram de corpo e alma no vasto oceano, e assim iniciam o que batizaram de “caça ao tesouro”.

    Fonte: https://www.jejunews.com/news/articleView.html?idxno=1981845

    Entre elas há um forte espírito de comunidade, em que seguem regulamentos e normas, na qual a principal delas é a proibição de se mergulhar sozinha, e é priorizado entre as haenyeo o trabalho em grupo, visando evitar situações perigosas. Na circunstância em que problemas são enfrentados, as haenyeo se reúnem e tomam decisões através do livre debate, buscando a compreensão e assentimento de todas.

    Ademais, cada fazenda marinha, local de trabalho das mulheres do mar, é operada por uma eochongye (어촌계), uma cooperativa de haenyeo, sendo que na ilha há uma desta para cada povoado costeiro, totalizando cerca de cem organizações.

    Iniciaram seus trabalhos marinhos no período em que os homens estavam coletando comida ou até mesmo em guerras. Sendo assim, elas desenvolveram um avanço extremamente importante no status da mulher e se tornaram modelos de igualdade de gênero, visto que desempenharam, e ainda desempenham, um papel de independência na sociedade e na economia doméstica, juntamente com os homens.

    Todavia, desde a década de 1970 seus trabalhos se tornaram uma escolha consciente, e não mais um imperativo. Neste ponto, pode-se refletir sobre a escolha de mulheres de cerca de 70 anos que ainda se encontram totalmente integradas em seus trabalhos, pois é uma escolha de vida em que elas fazem o que amam, o oceano.

    Além do mais, através da vasta experiência, as haenyeo detêm um imenso conhecimento da natureza, sabem sobre a geografia do mar, sobre as mudanças nas correntes, e principalmente sobre o ecossistema marítimo. Contudo, a mais importante visão das haenyeo é de que elas não vêm a natureza somente como fonte de material, e ensinam, de geração em geração, como preservar e conviver com o meio ambiente. Sendo assim, elas promovem a sustentabilidade ambiental através de seus métodos ecologicamente corretos e também discutem e envolvem a sociedade na gestão das práticas de pesca, para elas é um compromisso preservar e conviver com o ecossistema do oceano. As haenyeo são uma parte fundamental da Ilha de Jeju, e são elas as verdadeiras defensoras da ecologia.

    A cultura das haenyeo em Jeju foi inscrita em 2016 na Lista de Patrimônio Imaterial da Unesco, contribuindo para a melhora na situação das mulheres na comunidade e também para a ecologia, visto seus métodos de pesca que não prejudicam o meio ambiente e o respeitam.

    Fontes:

    1. https://artsandculture.google.com/story/zQUR-M5it2w0IA https://www.abc.net.au/news/2021-11-21/come-on-an-underwater-treasure-hunt-with-korean- haenyeo/100597018
    2. https://ich.unesco.org/en/RL/culture-of-jeju-haenyeo-women-divers-01068
    3.  https://pt.unesco.org/courier/april-june-2017/haenyeo-lendas-vivas-jeju
  • Patrimônios da Humanidade (Unesco)

    Patrimônios da Humanidade (Unesco)

    A Coreia do Sul abriga 15 sítios históricos e naturais considerados pela Unesco Patrimônios da Humanidade. São templos, fortalezas, tumbas e palácios, alguns erguidos há milhares de anos.

    Também possui 22 patrimônios culturais imateriais (https://ich.unesco.org/en/state/republic-of-korea-KR) e 16 acervos documentais reconhecidos no Registro Internacional do Programa Memória do Mundo da Unesco (https://www.unesco.org/en/memory-world).  

    Aqui você vê alguns dos principais patrimônios.

    • Palácio Changdeokgung, localizado em Waryong-dong, Jongno-gu, Seul, é um dos cinco Palácios Reais de Joseon (1392-1910). Foi construído em 1405 como uma Vila Real, mas se tornou a Residência Real oficial da Dinastia Joseon, depois que Gyeongbokgung, o palácio principal original, foi destruído pelo fogo em 1592, quando as forças japonesas invadiram a Coreia. Depois disso, manteve sua posição de prestígio até 1867, quando Gyeongbokgung foi reformado e restaurado ao seu status original. Changdeokgung foi listado como Patrimônio Mundial da Unesco em 1997. Site: http://www.cdg.go.kr/eng/
    Fonte: http://www.cdg.go.kr/eng/cms_for_cdg/contents/c1_1.jsp
    Fonte: Pixabay.com (Changdeokgung 창덕궁)
    • A Fortaleza de Namhansanseong foi construída no século XVIII, mas suas fundações datam do século VII. A muralha protegia uma cidade com importantes funções administrativa e militar da dinastia Joseon, com capacidade para acomodar 4 mil pessoas. Localizada a cerca de 25 quilômetros a sudeste de Seul, passou por uma grande reestruturação em 1626, durante o reinado do rei Injo da dinastia Joseon, para criar um refúgio para o rei e seu povo em caso de emergência nacional. As fundações da fortaleza de Jujangseong, construídas quase mil anos antes em 672, durante o reinado do rei Munmu de Unified Silla, serviram como base da estrutura renovada. Site: https://www.gg.go.kr/namhansansung-2/main.do
    Fonte: https://www.gg.go.kr/namhansansung-2/main.do – Rota 1
    Fonte: https://overseas.mofa.go.kr/jp-osaka-ko/brd/m_20920/view.do?seq=1337055
    Fonte: https://www.heritage.go.kr/heri/html/HtmlPage.do?pg=/unesco/Heritage/Heritage_09.jsp&pageNo=5_2_2_0
    Fonte: http://english.cha.go.kr/html/HtmlPage.do?pg=/royal/RoyalTombs_0.jsp&mn=EN_02_04
    Fonte: http://contents.history.go.kr/mobile/eh/view.do?levelId=eh_r0070_0010&code=
    Fonte: http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?VdkVgwKey=11,00240000,37&pageNo=1_1_1_1#
    • O Santuário Jongmyo foi construído na dinastia Joseon, dedicado aos ancestrais do fundador da dinastia. A edificação abriga 83 tabletes de pedra com ensinamentos dos antigos membros da antiga família real. Localizado em Hunjeong-dong, Jongno-gu em Seul, foi construído de acordo com a ideologia confucionista: seus governantes consideraram muito importante colocar em prática os ensinamentos confucionistas e santificar as instituições onde as tábuas memoriais ancestrais estavam consagradas. Site: http://english.cha.go.kr/html/HtmlPage.do?pg=/royal/jongmyoShrine.jsp&mn=EN_02_05
    Fonte: http://english.cha.go.kr/html/HtmlPage.do?pg=/royal/jongmyoShrine.jsp&mn=EN_02_05
    • Fortaleza de Hwaseong, localizada hoje em Jangan-gu de Suwon-si, província de Gyeonggi-do. Hwaseong é uma grande fortaleza (suas paredes se estendem por 5,7 km) construída em 1796 durante o reinado do rei Jeongjo (r. 1776-1800) da dinastia Joseon. A construção da fortaleza foi iniciada depois que o rei transferiu o túmulo de seu pai, o príncipe herdeiro Sado, de Yangju, na província de Gyeonggi-do, para sua localização atual, perto da fortaleza. A fortificação é elaborada e cuidadosamente projetada para desempenhar efetivamente sua função de proteger a cidade. Site: http://english.cha.go.kr/cop/bbs/selectBoardArticle.do?ctgryLrcls=CTGRY209&nttId=57995&bbsId=BBSMSTR_1205&uniq=0&mn=EN_03_01
    Fonte: http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?VdkVgwKey=13,00030000,31&pageNo=1_1_1_0

    Lista completa de Patrimônios da Humanidade:

    Culturais (13 sítios)

    1. Aldeias Históricas da Coreia: Hahoe e Yangdong (2010)
    2. Áreas históricas de Baekje (2015)
    3. Áreas Históricas de Gyeongju (2000)
    4. Complexo do Palácio Changdeokgung (1997)
    5. Fortaleza de Hwaseong (1997)
    6. Sítios com Dolmen em Gochang, Hwasun e Ganghwa (2000)
    7. Gruta Seokguram e Templo Bulguksa (1995)
    8. Fortaleza de Namhansanseong (2014)
    9. Sansa, mosteiros de montanha budistas na Coreia (2018)
    10. Santuário de Jongmyo (1995)
    11. Seowon, Academias Neoconfucionistas Coreanas (2019)
    12. Templo Haeinsa Janggyeong Panjeon, os depositários dos blocos de madeira Tripitaka coreana (1995)
    13. Tumbas Reais da Dinastia Joseon (2009)

    Naturais (2 sítios)

    1. Getbol, planícies de maré coreanas (2021)
    2. Ilha vulcânica de Jeju e tubos de lava (2007)

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] PATRIMÔNIOS CULTURAIS DA HUMANIDADE 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 18 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755193&. Acesso em: dez. 2022.
    2. UNESCO. Unesco World Heritage Centre – World Heritage List. Disponível em: https://whc.unesco.org/en/list/. Acesso em: dez. 2022.
    3. UNESCO WORLD HERITAGE CENTRE. Republic of Korea – UNESCO World Heritage Centre. Disponível em: <https://whc.unesco.org/en/statesparties/kr>.
    4. UNESCO – Republic of Korea. Disponível em: <https://ich.unesco.org/en/state/republic-of-korea-KR>. Acesso em: jan. 2023.
    5. Memory of the World | UNESCO. Disponível em: <https://www.unesco.org/en/memory-world>.
    6. World Heritage | Cultural Heritage Administration. Disponível em: <http://english.cha.go.kr/cop/bbs/selectBoardList.do?bbsId=BBSMSTR_1205&uniq=0&mn=EN_03_01&ctgryLrcls=CTGRY209>. Acesso em: jan. 2023.
    7. ChangDeokGoong-World Heritage. Disponível em: <http://www.cdg.go.kr/eng/>.
    8. 경기도남한산성세계유산센터. Disponível em: <https://www.gg.go.kr/namhansansung-2/contents/contents.do?ciIdx=1263&menuId=3473>. Acesso em: jan. 2023.
    9. World Heritage | Cultural Heritage Administration. Disponível em: <http://english.cha.go.kr/cop/bbs/selectBoardArticle.do?ctgryLrcls=CTGRY209&nttId=58002&bbsId=BBSMSTR_1205&uniq=0&mn=EN_03_01>. Acesso em: jan. 2023.
    10. World Heritage | Cultural Heritage Administration. Disponível em: <http://english.cha.go.kr/cop/bbs/selectBoardArticle.do?ctgryLrcls=CTGRY209&nttId=57950&bbsId=BBSMSTR_1205&uniq=0&mn=EN_03_01>. Acesso em: jan. 2023.
    11. Jongmyo Shrine | Cultural Heritage Administration. Disponível em: <http://english.cha.go.kr/html/HtmlPage.do?pg=/royal/jongmyoShrine.jsp&mn=EN_02_05>.
    12. World Heritage | Cultural Heritage Administration. Disponível em: <http://english.cha.go.kr/cop/bbs/selectBoardArticle.do?ctgryLrcls=CTGRY209&nttId=57995&bbsId=BBSMSTR_1205&uniq=0&mn=EN_03_01>. Acesso em: jan. 2023.
  • Artesanato (공예)

    Artesanato (공예)

    No passado, artesãos e mulheres coreanas desenvolveram uma ampla gama de técnicas para produzir os itens necessários em casa. Eles fizeram móveis de madeira, como guarda-roupas, armários e mesas marcados por um olhar aguçado de equilíbrio e simetria, e teceram belas cestas, caixas e tapetes com bambu, glicínias ou lespedezas. Eles usaram o papel de amoreira coreana para fazer máscaras, bonecas e ornamentos cerimoniais e decoraram diversos objetos domésticos com laca preta e vermelha colhida da natureza. Mais tarde, eles desenvolveram a arte de usar tiras de ox horn lindamente tingidas e concha iridescente de madrepérola e abalone para decorar móveis. Bordados, confecção de nós decorativos (maedeup) e tingimento natural também foram elementos importantes das artes e ofícios tradicionais coreanos, amplamente explorados para fazer roupas atraentes, objetos domésticos e ornamentos pessoais de moda.

    Peças decoradas com madrepérola e laca
    Peças com nós decorativos (maedeup)

    Veja mais sobre as técnicas aplicadas no artesanato coreano nestes vídeos do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês):

    Artigos com laca http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b52

    Tingimento e tecelagem http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b53

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    2. Lacquerware < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b52>. Acesso em: jan. 2023.
    3. Dyeing and Weaving < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b53>. Acesso em: jan. 2023.
  • Cerâmica (도자기)

    Cerâmica (도자기)

    A cerâmica coreana, que hoje em dia atrai os maiores elogios de colecionadores internacionais, é tipicamente dividida em três grupos: Cheongja (청자 celadon azul-esverdeado), Buncheong (분청 gris com revestimento antiderrapante) e Baekja (백자 porcelana branca). A cerâmica coreana faz parte da vida e da história deste país, tendo evoluído e acompanhado o cotidiano dos coreanos há milênios.

    Estima-se que a cerâmica apareceu pela primeira vez na Coreia por volta de 6.000 a 5.000 a.C., semelhante às regiões como Egito, Ásia Ocidental, Índia e China. A cerâmica feita na Coreia naquela época era diferente das cerâmicas da Ásia Ocidental e da China, e foi amplamente distribuída e desenvolvida em toda a Península Coreana. Por volta de 1.000 a.C., a influência da cerâmica chinesa começou a chegar e, desde então, a cerâmica coreana manteve uma relação estreita com a cerâmica chinesa.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Vaso da dinastia Silla)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&VdkVgwKey=11,01950000,37

    Por volta de 3.000 a.C., com o método de produção de cerâmica dura e de alta qualidade, diversificou-se a qualidade da cerâmica e aumentou o uso da cerâmica no dia a dia das pessoas. A partir da segunda metade do século VI, o método de produção de cerâmica passou a usar cinzas de madeira como matéria-prima, melhorando a qualidade da cerâmica.

    Foi em meados do século IX que o celadon foi fabricado na Coreia. Celadon foi feito aceitando novas técnicas de porcelana chinesa, com base na longa tradição de cerâmica dura de alta qualidade.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Celadon de dinastia Goryeo)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&VdkVgwKey=11,00680000,11

    Após o celadon, a porcelana branca começou a ser produzida e, nos séculos XI e XII, a cultura da cerâmica de Goryeo atingiu seu auge. A engenhosidade do povo Goryeo desempenhou um papel importante no enriquecimento da cultura cerâmica mundial, como o desenvolvimento da tecnologia de incrustações, uma invenção da Coreia, e o primeiro desenvolvimento da cor vermelha pelo óxido de cobre no esmalte.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Buncheong de dinastia Joseon)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&ccbaCpno=2223100410200

    Nos séculos XV e XVI, no período inicial da dinastia Joseon, uma porcelana especial chamada Buncheong foi produzida. Buncheong é pintada com argila branca em um corpo azul-acinzentado, possui padrões riscados ou pintados com óxido de ferro e tem um senso estético único. Junto com Buncheong, era a porcelana branca que representava a dinastia Joseon. A porcelana branca já era feita desde o início da dinastia Goryeo, mas tornou-se muito popular na dinastia Joseon. Entre as porcelanas brancas, encontram-se as porcelanas azul e branca e as porcelanas brancas pintadas com pigmentos cinzas e azuis, mas todas elas são chamadas de porcelanas brancas.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Baekja de dinastia Joseon)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&ccbaCpno=1121107850000

    Veja mais sobre as cerâmicas coreanas nestes vídeos do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês):

    Celadon http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b11

    Buncheong http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b12

    Baekja http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b13

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    2. 한국도자재단 (Fundação de Cerâmica da Coreia). Disponível em: <http://m.kocef.org/msub9_5_view.asp?mode=view&idx_num=5&gotopage=20&column=&searchString=&b_cat=>. Acesso em: jan. 2023.
    3. Goryeo Celadon < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b11>. Acesso em: jan. 2023.
    4. Buncheong Ware < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b12>. Acesso em: jan. 2023.
    5. 우리역사넷. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b13>.
  • Caligrafia (서예)

    Caligrafia (서예)

    A caligrafia desenvolvida na Coreia sob a influência da China é a arte na qual a beleza das linhas e formas dos caracteres e a energia contida nas pinceladas e nos sutis tons de tinta são apreciados. Embora a caligrafia seja um gênero de arte independente, ela está intimamente relacionada à pintura com tinta e lavagem, pois essas formas usam técnicas semelhantes e as ferramentas comumente chamadas de “quatro amigos do estudo” (papel, pincel, bastão de tinta e pedra de tinta).

    A história da caligrafia coreana começou no processo de buscar a beleza na escrita dos caracteres chineses (quando não havia uma escrita própria coreana, o Hangul). As lápides dos povos antigos e a caligrafia dos livros xilográficos são excelentes materiais para se observar a beleza dessa arte.

    Durante os períodos de Silla Unificada e Goryeo, o estilo de escrita de Wang Hui-ji era bem popular. No final da dinastia Goryeo, o estilo de Jo Maengbu foi introduzido e se tornou muito popular no início da dinastia Joseon, sendo o Príncipe Anpyeong um dos mais famosos caligrafistas. Nos anos posteriores, surgiram outros artistas como Han Seok-bong, Yun Soon e Lee Gwang-sa e, no século XIX, Kim Jeong-hee se tornou muito popular com o seu estilo. A partir dos anos 1950, a caligrafia de Hangul vem se desenvolvendo cada vez mais.

    Fonte: https://www.hani.co.kr/arti/PRINT/400959.html (Álbum de caligrafia do Seokbong Han-ho (1543-1605) <Seokbong Han-ho Haeseocheop>

    Veja mais sobre a Caligrafia coreana neste vídeo do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês): http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b16

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    2. 서예(書藝) – 한국민족문화대백과사전. Disponível em: <http://encykorea.aks.ac.kr/Contents/Item/E0027937>. Acesso em: jan. 2023.
    3. Calligraphy < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b16>. Acesso em: jan. 2023.
  • Pintura tradicional

    Pintura tradicional

    A rica e detalhada pintura tradicional coreana tem destaque nos murais de túmulos do reinado de Goguryeo (37 a.C.–668 d.C.), que expõem as crenças coreanas sobre a humanidade e o universo, e nas obras do século XVIII, que reproduzem o cotidiano do povo.

    Fonte: https://press.kookmin.ac.kr/news/articleView.html?idxno=3929

    Os artistas de Goryeo (918-1392) estavam interessados em capturar ícones budistas e legaram algumas grandes obras-primas, enquanto a elite literária de Joseon era mais atraída pelo simbolismo de plantas e animais, como os Quatro Nobres Lordes (Sagunja), a saber, orquídea, crisântemo, bambu e ameixeira), e as Dez Criaturas da Longevidade (Sipjangsaeng), além de paisagens idealizadas.

    Veja mais sobre as pinturas budistas de Goryeo neste vídeo do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês): http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b15

    Veja mais sobre as pinturas de Joseon neste vídeo do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês): http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b06

    Veja o exemplo de um Sagunja (사군자):

    Fonte: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/50486
    Bamboo in the Wind de Yi Jeong (Início de século XVII)

    No século XVIII, a Coreia viu a chegada de dois grandes artistas, Kim Hong-do e Sin Yun-bok, que desenvolveram um interesse apaixonado em descrever as atividades diárias das pessoas comuns em seu trabalho. Kim Hong-do preferiu retratar um caleidoscópio de pessoas em várias situações e cenas da vida cotidiana, enquanto Sin Yun-bok, por sua vez, dedicou seus esforços para capturar momentos eróticos em obras surpreendentemente voyeurísticas da época.

    Fonte: National Museum of Korea – 김홍도, 자리짜기, 《단원 풍속도첩》 (Kim Hong-do, Tecendo um tapete, séc. XVIII)
    Esta obra pode ser baixada gratuitamente do site https://www.museum.go.kr/site/main/relic/search/view?relicId=542  
     
    Fonte: Cultural Heritage Administration – 신윤복, 연당야유도, 《풍속도 화첩》 (Shin Yun-bok, Desfrutando de um Geomungo em um lago, séc. XVIII)
    Esta obra pode ser baixada gratuitamente do site https://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?ccbaCpno=1111101350000&pageNo=1_1_1_1

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA TRADICIONAL 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 17 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755192&page=1. Acesso em: dez. 2022.
    2. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    3. Buddhist Paintings of the Goryeo Dynasty < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b15>. Acesso em: jan. 2023.
    4. Disponível em: <https://www.metmuseum.org/art/collection/search/50486>. Acesso em: jan. 2023.
    5. 자리짜기, 《단원 풍속도첩》 | 소장품 검색. Disponível em: <https://www.museum.go.kr/site/main/relic/search/view?relicId=542>.
    6. 국보 신윤복 필 풍속도 화첩 (申潤福 筆 風俗圖 畵帖) : 국가문화유산포털 – 문화재청. Disponível em: <https://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?ccbaCpno=1111101350000&pageNo=1_1_1_1>. Acesso em: jan. 2023.
  • Brincadeiras Tradicionais (민속놀이)

    Brincadeiras Tradicionais (민속놀이)

    Ao longo de sua história, a nação coreana desenvolveu diversas brincadeiras tradicionais conhecidas e praticadas pela população através dos anos. Dentre elas, podem ser destacadas:

    Ddakji (딱지)

    Esse jogo ganhou popularidade através da produção sul-coreana Round 6, por ser uma das brincadeiras retratadas na série. Chamadas de ddakji (딱지/ pronuncia-se ták-ji), as peças do jogo podem ser de forma circular, quadrada ou triangular. O jogo possui diferentes versões: na neomgyeomeokgi (넘겨먹기), as peças são postas no chão e cada jogador joga seu ddakji na pilha, buscando virar o maior número deles e coletando para si os que forem virados. Já na versão mireonaegi (밀어내기), desenha-se um círculo no chão e cada um dos participantes coloca uma ou mais peças em seu interior, coletando as peças que conseguir empurrar para fora do círculo.

    Vídeo do Centro Cultural Coreano no Brasil de como dobrar um ddakji:

    Mugunghwa Kkochi Pieosseumnida (무궁화 꽃이 피었습니다)

    Sendo traduzida literalmente como “a flor de mugunghwa floresceu”, a brincadeira também ganhou popularidade através da série Round 6, e é conhecida em português como “batatinha frita 1, 2, 3”. Nesse jogo, um participante, assumindo o papel de sulle (술래), deve ficar virado de costas enquanto canta a música lentamente, e os outros jogadores devem avançar o máximo que conseguirem nesse tempo. Quando ele se vira e para de cantar, os demais devem ficar parados na posição em que se encontravam. Quem se mexer perde, e deve segurar a mão do sulle até o fim da brincadeira. A cada rodada a música fica mais rápida, dificultando o jogo. Quando chega perto o suficiente do sulle para tocá-lo, o participante deve correr e pegar outro jogador, que agora será o novo sulle, então todos devem sair correndo até a zona de segurança onde não podem ser pegos. Caso ninguém seja pego, o mesmo jogador deve ser o sulle novamente.

    Fonte: https://mediahub.seoul.go.kr/archives/2003156

    Gongginori (공기놀이)

    Jogado com pedras redondas chamadas de gonggi (공기), essa brincadeira se assemelha à brasileira “cinco marias”. O jogador deve arremessar uma pedra ao ar, e pegar as pedras restantes do chão antes que ela caia, apanhando a pedra que estava no ar com a mesma mão. Geralmente se utilizam cinco peças, representando cinco níveis, mas mais pedras podem ser utilizadas para fazer com que o jogo se torne mais difícil. O jogador perde a vez se tocar as pedras próximas durante a jogada, ou se não conseguir pegar a pedra. No último nível, o kkeokgi (꺾기), todas as pedras devem ser jogadas ao ar e o jogador deve pegá-las com as costas da mão, sendo o número de pontos equivalente ao número de pedras que foram capturadas. Quem fizer mais pontos ganha o jogo.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Jegichagi (제기차기)

    Um jogo tradicional para meninos muito jogado durante o ano novo lunar, o jegichagi deu origem ao jogo americano hackysack. O instrumento com o qual é jogado se chama jegi (제기). Parecido com uma peteca, no passado era feito com papel coreano hanji e seda, porém atualmente é mais comumente feito com tecido e algo pesado, como porcas de metal. Na brincadeira são medidas as habilidades dos participantes, e o objetivo é não deixar o jegi cair, chutando-o para mantê-lo no ar. Caso estejam separados em times, ganha o que realizar o maior número de embaixadinhas.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Yutnori (윷놀이)

    Originário do período dos Três Reinos, esse jogo de tabuleiro é comum durante o Seollal (설날), quando há a reunião das famílias. Antigamente, as varas de madeira eram utilizadas pelos ancestrais para prever sua sorte, entretanto no jogo, os paus de madeira, yut (윷), fazem o papel de dados enquanto cada equipe ou jogador move as peças pelo tabuleiro. A posição em que as varas caem após serem arremessadas, viradas para cima ou para baixo, determina o número de espaços que o jogador avançará. Do (도) indica que a peça andará um espaço; gae (개), dois espaços; geol (걸), três; yut (윷), quatro; e mo (모), por sua vez, cinco espaços. Ao obter yut (윷) ou mo (모) consecutivamente, o jogador ganha outra vez. A peça do oponente pode ser capturada caso outra peça caia na mesma casa, e o jogador que a capturou pode fazer outro lançamento, enquanto a que foi capturada deve voltar à posição inicial. Caso duas peças do mesmo jogador se encontrem na mesma casa, essas podem ser movidas juntas. Ganha o jogo quem conseguir fazer com que todas as peças circulem pelo tabuleiro de forma completa.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Dakssaum (닭싸움)

    Literalmente traduzido como “briga de galo”, nessa brincadeira os participantes devem segurar um de seus pés, enquanto pulam em um pé só, tentando derrubar seu oponente com o joelho. É proibido trocar o pé ou soltá-lo. O participante que soltar o pé ou cair perde, e o último a ficar de pé é o ganhador.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Fontes:

    1. MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS. Traditional Korean Games. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/no-en/brd/m_21237/view.do?seq=84. Acesso em: dez. 2022.
    2. Revista KoreaIN – Conectando Culturas. Disponível em: <https://revistakoreain.com.br/2021/10/entenda-as-brincadeiras-de-round-6/>. Acesso em: 12 jan. 2023.
    3. UNIVERSITY OF ILLINOIS URBANA-CHAMPAIGN. South Korean Culture Lessons. Disponível em: http://4-h.ca.uky.edu/files/south_korea_lessons.pdf. Acesso em: 30 jun. 2022.
    4. 자료마당 > 우리 놀이 알기 | 어린이 박물관. Disponível em: <https://nfm.go.kr/kids/nfmkid/viewPage.do?screenId=SCREEN_ID_MATERIAL_KNOWING_PLAY#none>. Acesso em: jan. 2023.
    5. CONCURSO YOUTUBER HONORÁRIO “Tutorial DDAKJI” – Michele Almeida Oliveira. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=i5sZNxw4nUQ>. Acesso em: jan. 2023.
    6. “무궁화꽃이 피었습니다!” 서울에서 찾은 “오징어 게임” 촬영지. Disponível em: <https://mediahub.seoul.go.kr/archives/2003156>. Acesso em: jan. 2023.
  • Ritos – Baegil (백일) e Dol (돌)

    Ritos – Baegil (백일) e Dol (돌)

    Os pais coreanos comemoram o centenário dia (baegil) e o primeiro aniversário (dol) de seu bebê com grandes celebrações especiais nas quais suas famílias, parentes e amigos participam. Eles geralmente realizam um grande banquete comemorativo para o bebê com uma oração ritual pela saúde, sucesso na vida e longevidade do bebê, e os participantes dão ao bebê anéis de ouro como presente especial.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1453

    Como uma parte da festa, os convidados assistem ao Doljabi (돌잡이). No doljabi, a criança “prevê” o seu futuro por meio do objeto que pega da mesa. Linhas (lã), macarrão, grãos e dinheiro estão sempre incluídos no doljabi, independentemente do gênero da criança. Os pais organizam esses objetos em ordem aleatória na mesa e brincam de prever o futuro da criança pelo primeiro objeto que ela pega.

    Quando a criança pega lã ou macarrão, dizem que terá uma vida longa e livre de doenças. Se pegar arroz, grãos ou dinheiro, ficará rica. No caso de pegar um livro, pincel ou tinta, será um estudioso ou um literato. Além disso, quando pegam frutas ou jujubas que estão na mesa, dizem que terá muitos filhos.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1514 (Roupa de menino no primeiro aniversário)
    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1514 (Roupa de menina no primeiro aniversário)

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/138/korea/38>.
    2. 내 아이의 장래는? 돌잡이. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1453>. Acesso em: jan. 2023.
  • Ritos – Casamento tradicional (전통혼례)

    Ritos – Casamento tradicional (전통혼례)

    Casamentos têm sido uma festa de família muito importante na Coreia. Atualmente, a maioria dos coreanos escolhe o seu próprio cônjuge e realiza a cerimônia no estilo ocidental. No entanto, no passado, os casamentos eram arranjados pelos pais ou casamenteiros, após uma análise dos dados de nascimento (horóscopo) dos noivos, chamado “saju” (quatro pilares do destino), baseado na hora e data de nascimento. Ainda é mantida por algumas famílias essa tradição de consultar um adivinho, para saber como os noivos afetam o destino do cônjuge com o seu “saju”, como parte do processo de definição de um casamento.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1652
    A vida de uma pessoa (casamento) (Fonte da foto: Museu Nacional da Coreia)

    A cerimônia de casamento tradicional coreano consiste basicamente em três etapas: jeonallye, em que o noivo chega para casamento na casa da noiva com um ganso selvagem de madeira; gyobaerye, em que os noivos realizam reverências entre si, em sinal de compromisso; e, hapgeullye, onde os noivos compartilham um copo de vinho. Ao final, os noivos reverenciam os pais, os antepassados e os convidados.

    Fonte: Centro Cultural Coreano no Brasil

    No passado, uma cerimônia de casamento era uma festa da aldeia, onde toda a comunidade se reunia para celebrar o jovem casal. Os noivos vestiam trajes de casamento com detalhes luxuosos e adornos para cabeças. Hoje, as cerimônias de estilo ocidental são mais comuns, mas alguns rituais tradicionais, como “pyebaek” (폐백 – cerimônia tradicional para demonstrar o respeito à família do noivo pelo casal, logo após o casamento) e “ibaji” (alimentos que a noiva apresenta para a família do noivo, logo após o casamento) ainda são mantidos.

    Fonte: Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/138/korea/38>.

  • Festivais regionais (지역축제)

    Festivais regionais (지역축제)

    Ao redor do mundo, cada continente traz características e aspectos culturais específicos. Dentro dos continentes, cada país possui suas particularidades, e dentro de cada país, as diferentes regiões mostram diferentes tradições, especialidades e aspectos naturais, que foram construídas ao longo da história pelas necessidades, trocas culturais, crenças e pessoas. Essas construções culturais são então as responsáveis por instaurar os festivais, que unem identidades únicas e suas tradições para promover a cultura regional.

    Na Coreia do Sul os festivais acompanham as características climáticas das estações do ano e o calendário lunar. Cada estação tem seus festivais mais famosos, como o Jinhae Gunhangje Festival, o festival da primavera de Changwon, Gyeongsangnam-do. Este tem grande destaque por marcar o desabrochar das flores dos gigantes corredores de cerejeiras e trazer seu perfume marcante na cidade.

    Fonte: https://www.mudfestival.or.kr/en/festival/1_mud_festival/info.html – Festival Boryeong Mud

    Nas outras estações, por exemplo, temos o Gangneung Danoje e o Boryeong Mud, os festivais de verão reconhecidos como aqueles com a maior participação de público. Há também o Andong Mask Dance, festival de outono de dança que traz diversas máscaras de todo o mundo, e o festival de inverno Hwacheon Sancheoneo.

    Fonte: http://www.maskdance.com/2022/main.asp – Festival Andong Mask Dance

    Site do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo em inglês sobre Festivais: http://english.visitkorea.or.kr/enu/ATR/SI_EN_3_2_2.jsp

    Festival Gangneung Danoje

    Este festival de verão, realizado em Gangneung, província de Gangwondo e nos arredores, por cerca de 30 dias, do quinto dia do quinto mês lunar ao dia Dan-o, no quinto dia do quinto mês lunar, é um dos festivais folclóricos mais antigos da Coreia e foi preservado mais ou menos em sua forma original desde seu surgimento, muitos séculos atrás.

    Festival Gangneung Danoje é um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, desde 2005.

    Fonte: https://www.gtdc.or.kr/v2.1/travel/danoje.html

    O festival começa com o ritual tradicional de honrar o deus da montanha de Daegwallyeong e continua com uma grande variedade de jogos folclóricos, eventos e rituais durante os quais são oferecidas orações por uma boa colheita, a paz e a prosperidade das aldeias e casas individuais e a unidade comunitária e solidariedade.

    Festival Jinhae Gunhangje (진해 군항제)

    As cerejeiras encantam mais de 2 milhões de pessoas por ano no Festival Jinhae Gunhangje, o maior festival da primavera sul-coreana. As árvores localizadas no distrito de Jinhae-gu, na cidade de Changwon, explodem em flores para celebrar o festival de dez dias. São tantas árvores nas ruas que, ao ventar, os visitantes dizem ter a sensação de uma gigante chuva de pétalas.

    Fonte: https://www.changwon.go.kr/depart/contents.do?mId=1101010000

    Durante os dias do festival temos diversos eventos que engrandecem a beleza das árvores. O Yeojwacheon Starlight Festival acontece todos os dias ao final da tarde na ponte de Yeojwacheon, conhecida como o lugar com as mais bonitas cerejeiras, pois ao anoitecer são destacadas pelas luzes decorativas. Além deste temos o show de fogos de artifício no porto, o Sokcheonhang Port Multimedia Fireworks Show, que acontece somente em uma noite do festival.

    O festival conta com performances de rua, barracas de comida e itens tradicionais, assim como as paradas militares que celebram a vitória coreana do General Yi Sun Shin sobre a tentativa de invasão japonesa. A construção do distrito se deu pela base naval instaurada durante a ocupação japonesa do século XX, e que hoje é de controle da marinha sul-coreana. Aqui também se encontra a única base naval norte-americana na Coreia.

    Fontes:

    1. Current Festivals: VisitKorea Current Festivals. Disponível em: <http://english.visitkorea.or.kr/enu/ATR/SI_EN_3_2_2.jsp>. Acesso em: jan. 2023.
    2. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/243/korea/44>. Acesso em: jan. 2023.
    3. OFFICIAL KOREA TOURISM ORGANIZATION. What’s Happening: VisitKorea Experience Korea: Jinhae Gunhangje Festival (Cherry Blossom). Disponível em: https://english.visitkorea.or.kr/enu/KOO/OO_EN_13_5_2.jsp?cid=2561323. Acesso em dez. 2022.
    4. Disponível em: <https://www.mudfestival.or.kr/en/festival/main.html>. Acesso em: jan. 2023.
    5. 안동국제탈춤페스티벌 – 축제안동 – 축제/체험 – 안동관광. Disponível em: <https://www.tourandong.com/public/sub2/sub1.cshtml>. Acesso em: jan. 2023.
    6. 강릉관광개발공사. Disponível em: <https://www.gtdc.or.kr/v2.1/travel/danoje.html>. Acesso em: jan. 2023.