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  • K-pop

    K-pop

    A influência do Ocidente após a II Guerra Mundial e o intenso desenvolvimento tecnológico das últimas décadas criaram uma vigorosa cultura popular na Coreia do Sul, divulgada por mídias eletrônicas e redes sociais, no movimento Hallyu. Também chamada Korean wave (onda coreana), a Hallyu mescla a cultura tradicional com o moderno modo de vida da sociedade sul-coreana. O movimento engloba diferentes manifestações voltadas principalmente ao entretenimento, como novelas, séries e música, e é importante ferramenta de divulgação da cultura sul-coreana no exterior e, assim, movimenta a indústria cultural do país. Estima-se que os fãs da Hallyu já ultrapassem 35 milhões de pessoas em cerca de 90 países, principalmente da Ásia e da Oceania.

    A Hallyu trouxe o K-pop, estilo musical surgido no final dos anos 1990, que segue diferentes ritmos, como hip-hop, rap e R&B. O K-pop transformou a Coreia do Sul no 13º maior mercado musical do mundo, ainda em 1997. E, em 2002, os sul-coreanos mantinham a 2ª maior indústria de produção musical da Ásia.

    Do Trot ao fenômeno global: a metamorfose cultural da Coreia do Sul

    O que hoje conhecemos como K-pop é, na verdade, o resultado de um século de transformações profundas e, por vezes, contraditórias na península coreana. De uma nação que iniciou o século XX sob domínio colonial japonês e enfrentou as cinzas da Guerra da Coreia, a Coreia do Sul emergiu como a 4ª maior potência musical do mundo, segundo Ranking global de poder de exportação musical de 2025 (Billboard, 2026). Mas esse sucesso não é apenas sobre música; é sobre a construção de uma marca global — a Brand Korea.

    A identidade sonora coreana passou por várias camadas de influência. Após a libertação do domínio japonês em 1945, a presença das Forças Armadas dos EUA introduziu o jazz, o pop e o rock. No entanto, a Coreia não se “ocidentalizou” passivamente. Nos anos 70, enquanto a elite flertava com a música clássica europeia, as massas urbanas consumiam o Trot (트로트), mantendo vivas as raízes folclóricas no interior.

    A ruptura estética definitiva veio em 1992 com Seo Taiji and the Boys. Ao fundir o hip-hop americano com a língua coreana, eles pavimentaram o caminho para o que chamamos de “Onda Coreana 2.0”. O K-pop criou um produto que, paradoxalmente, conquista o mundo por não soar “tradicionalmente coreano” (Billboard, 2025).

    Fonte: Kpopworld (2025)

    Domínio Global e Números de 2025

    Hoje, o K-pop é a locomotiva de uma indústria cultural que exportou mais de US$ 37,9 bilhões em 2024, colocando a Coreia como a 4ª maior exportadora de cultura do planeta (Chosun, 2026). O ano de 2025 consolidou uma mudança de paradigma: a receita vinda de turnês mundiais passou a superar, em diversos casos, a venda de álbuns físicos.

    • Gigantes do Palco: Grupos como SEVENTEEN e Stray Kids lideraram o “boom” das turnês globais em 2025, quebrando recordes históricos de bilheteria (Forbes, 2025).
    • Influência Contínua: Mesmo com membros cumprindo o serviço militar, o BTS mantém sua hegemonia, enquanto grupos da quarta geração — como NewJeans, TXT, IVE e Le Sserafim — dominam o topo da Billboard e as paradas digitais (Billboard, 2025).

    O Ecossistema K: música, tela e prestígio

    A ascensão musical serviu como porta de entrada para um consumo desenfreado de outros produtos da Hallyu. O impacto do K-pop retroalimenta o interesse por produções audiovisuais de prestígio, como o filme Parasita (vencedor do Oscar) e a série Round 6, que em 2025 já é citada como um marco histórico por ter sido a primeira produção não-inglesa a vencer prêmios principais no Emmy.

    Atualmente, o “K” em K-pop funciona menos como um descritor étnico e mais como um selo de qualidade industrial. De Seul a São Paulo, a disseminação global através das redes sociais transformou artistas coreanos em embaixadores culturais de uma nação que aprendeu a exportar sua própria modernidade.

    Fonte: Billboard (2025)

    Fontes:

    1. BILLBOARD. 17 Ways K-Pop Proved More Global Than Ever in 2025. Billboard. Disponível em: https://www.billboard.com/lists/k-pop-more-global-than-ever-2025-year-end-review
    2. BRASIL, Billboard. Brasil sobe no ranking global de poder de exportação musical em 2025 – Billboard Brasil. Billboard Brasil. Disponível em: https://billboard.com.br/brasil-ranking-global-poder-exportacao-musical-2025/
    3. CHOSUN. K-Culture Exports Rank Fourth, Surpass $37.9 Billion. The Chosun Daily. Disponível em: https://www.chosun.com/english/travel-food-en/2026/01/01/3BQZVGCREREL7G2TIK6J7SHJTQ/
    4. CONSULADO GERAL DA REPÚBLICA DA COREIA EM SÃO PAULO. [República da Coreia] Cultura Contemporânea. São Paulo, 14 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755191
    5. FORBES. K-Pop’s Live Touring Boom 2025: SEVENTEEN, Stray Kids, BTS, BLACKPINK. Forbes. Disponível em: https://www.forbes.com/sites/jeffbenjamin/2025/05/31/k-pops-live-boom-2025-seventeens-record-gross-a-promising-2nd-half/
    6. IFPI. Global Music Report 2025. [s.l.: s.n.], 2025. Disponível em: https://www.ifpi.org/wp-content/uploads/2024/03/GMR2025_SOTI.pdf
    7. KPOPWORLD. Seo Taiji and Boys: Pioneers of K-Pop’s Future. Kpopworld.com. Disponível em: https://kpopworld.com/en/news/seo-taiji-and-boys-pioneers-of-k-pops-future

  • Gangnam (강남)

    Gangnam (강남)

    Muito antes de se tornar um fenômeno global, o distrito de “Gangnam (강남)” já carregava no nome sua localização geográfica: “ao sul do Rio Han” (강 rio + 남 sul). O que um dia foram as localidades rurais de Gwangju-gun e Gwacheon-gun, na província de Gyeonggi durante o período Joseon, transformou-se em um dos metros quadrados mais cobiçados do mundo. Hoje, o distrito ocupa 39,5 km² e abriga cerca de 540 mil habitantes, consolidando-se como a terceira maior extensão territorial de Seul (GANGNAM-GU OFFICE, 2025).

    A fama de Gangnam não é apenas uma construção de marketing, mas um reflexo de sua robustez econômica. O distrito funciona como o coração financeiro da Coreia, abrigando gigantes como a Samsung — corporação que, sozinha, movimenta cerca de 20% do PIB nacional. Essa concentração de poder econômico atraiu, ao longo dos anos, eventos de peso global, como a cúpula do G-20 e o encontro de Segurança Nuclear (GANGNAM-GU OFFICE, 2025).

    O consumo de luxo e a busca pela perfeição estética são outros pilares que sustentam a identidade do bairro. Ao caminhar por suas avenidas, depara-se com uma densidade impressionante de grifes internacionais — de Chanel a Armani — e um ecossistema de beleza sem paralelos: são mais de 500 clínicas de cirurgia plástica e estética. Esse setor não apenas atende à elite local, mas transformou Gangnam em um destino mundial de turismo médico (GANGNAM-GU OFFICE, 2025).

    Fonte: Freepik.com

    É impossível falar do distrito sem mencionar o marco de 2012. O hit de Psy não foi apenas uma música, mas um cavalo de Troia cultural que apresentou o estilo de vida de Gangnam ao planeta. Até 2025, o vídeo já acumulava 4,8 bilhões de visualizações, servindo como uma vitrine que impulsionou o turismo coreano para além das metas iniciais do Ministério da Cultura (KTO, 2025). A música validou o K-pop como um motor econômico capaz de converter views em desembarques reais no aeroporto de Incheon.

    Link: https://www.youtube.com/watch?v=9bZkp7q19f0

    Fonte: Pixabay.com

    Por trás das fachadas espelhadas e do brilho da K-culture, Gangnam também funciona como uma metáfora física do fosso social sul-coreano. Enquanto o distrito acumula capital e infraestrutura de primeiro mundo, ele evidencia o contraste com regiões que ainda lutam com questões básicas de moradia e saneamento. Embora o governo tente implementar políticas de redistribuição, Gangnam permanece como o símbolo máximo de uma Coreia do Sul que é, ao mesmo tempo, extremamente próspera e profundamente desigual.

    Veja o guia de Gangnam: https://visitgangnam.net/en/

    Fontes:

    1. GANGNAM-GU OFFICE. About Gangnam: Gangnam-gu History. Seul: Gangnam District Office, 2025. Disponível em: https://www.gangnam.go.kr/contents/history/1/view.do?mid=ID06_040405
    2. TRIPADVISOR. O que fazer em Gangnam-gu, Seul. Needham, MA: Tripadvisor LLC, 2025. Disponível em: https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g294197-Activities-zfn15565993-Seoul.html.  
    3. VIAGEM E TURISMO. “Gangnam Style” ganha tour oficial em Seul. São Paulo: Editora Abril, 2023. Disponível em: https://viagemeturismo.abril.com.br/materias/gangnam-style-ganha-tour-oficial-em-seul/.
    4. VISIT GANGNAM. Visitgangnam.net. Disponível em: https://visitgangnam.net/en/
    5. VISIT GANGNAM. Gangnam Map. Visitgangnam.net. Disponível em: https://visitgangnam.net/wp-content/uploads/2023/12/gangnam-gu-tourist-map.pdf

  • Coreia do Sul

    Coreia do Sul

    A República da Coreia — ou simplesmente Coreia do Sul — é hoje o maior exemplo global de como o investimento estratégico pode mudar o destino de um povo. Em poucas décadas, o país deixou para trás uma base rural e empobrecida para se consolidar como uma das economias mais sofisticadas do planeta. Esse fenômeno, muitas vezes chamado de “Milagre do Rio Han“, foi erguido sobre pilares sólidos: educação, infraestrutura de ponta e um foco incansável em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).

    Atualmente, a vida sul-coreana é sinônimo de urbanização. Dos 51,67 milhões de habitantes registrados em 2025, a esmagadora maioria (82,4%) reside em centros urbanos. Isso resulta em uma densidade populacional altíssima, de 531 pessoas por quilômetro quadrado (WORLDOMETER, 2025). O coração pulsante dessa concentração é a Grande Seul: a região metropolitana abriga cerca de 22,5 milhões de pessoas, sendo que o núcleo da capital, sozinho, concentra aproximadamente 9,6 milhões de cidadãos (SEOUL METROPOLITAN GOVERNMENT, 2025).

    Geograficamente, a Coreia do Sul ocupa a porção meridional da península, cercada pelo Pacífico em três lados e limitada ao norte pela Coreia do Norte. Sua localização, espremida entre potências como China, Japão e Rússia, sempre a colocou no centro de tensões geopolíticas. Embora o conflito aberto do século XX tenha sido interrompido por um armistício, a península permanece militarizada e em vigilância constante.

    No campo político, o país vive uma nova fase sob a presidência de Lee Jae-myung, que assumiu em junho de 2025, trazendo perspectivas distintas para o cenário multipartidário sul-coreano.

    Fonte: Korea.net (2026) – Presidentes da Coreia (histórico)

    Fontes:

    KOREA.NET. South Korea – Summary : Korea.net : The official website of the Republic of Korea. www.korea.net. Disponível em: https://www.korea.net/AboutKorea/Society/South-Korea-Summary

    SEOUL METROPOLITAN GOVERNMENT. Population. Seoul: Seoul Metropolitan Government, 2025. Disponível em: https://english.seoul.go.kr/seoul-views/meaning-of-seoul/4-population/.

  • Turismo na Coreia

    Turismo na Coreia

    O turismo sul-coreano não apenas se recuperou, como já deixou os patamares pré-pandemia para trás. Segundo a Organização de Turismo da Coreia (KTO), o país vive um momento excepcional: só em novembro de 2025, cerca de 1,6 milhão de estrangeiros desembarcaram por lá — um salto de 17,3% em relação ao ano anterior e quase 10% acima do que se via em 2019 (ECONOMIC TIMES, 2025).

    De onde vêm esses turistas? O ranking dos principais mercados em 2025 mostra a força dos vizinhos asiáticos e o interesse crescente do ocidente:

    • China: Líder isolada, com mais de 5 milhões de visitantes no ano.
    • Japão: Crescimento expressivo de 40% em relação a 2019.
    • Taiwan e EUA: Seguem como mercados fundamentais para o setor.
    • Filipinas: Fecha o top 5 de países emissores.

    Para 2026, a visão do mercado mudou. Já não se fala mais apenas em “voltar ao que era”, mas sim em uma transformação estrutural. A Coreia do Sul tem investido pesado em infraestrutura e sustentabilidade para se manter competitiva em um cenário global que muda cada vez mais rápido (YANOLJA RESEARCH, 2026; INVESTKOREA, 2025).

    Seul continua sendo o grande cartão de visitas, unindo o que há de mais moderno em tecnologia com templos e palácios seculares. Mas o turismo coreano vai muito além da capital:

    • Busan e Gang-neung: Destinos litorâneos vibrantes.
    • Gyeongju: Um verdadeiro museu a céu aberto da história coreana.
    • Ilha de Jeju: Famosa por suas paisagens vulcânicas e natureza imponente.

    Com mais de 10.000 opções de atividades listadas em diversas plataformas, a Coreia do Sul se consolidou como um dos destinos mais diversificados e desejados da Ásia hoje.

    Se a intenção é ficar na capital, a prefeitura de Seul apresenta um guia eletrônico em inglês para os visitantes: https://english.visitseoul.net/

    O Centro Cultural Coreano no Brasil fez diversas lives, em português, apresentando diversos pontos turísticos da Coreia: https://www.youtube.com/@kccbrazil/streams

      Fontes:

      1. ECONOMIC TIMES. Foreign tourists to S. Korea jump 17 pc in November. ETTravelWorld, Nova Délhi, 30 dez. 2025. Disponível em: https://travel.economictimes.indiatimes.com/news/destination/global/surge-in-foreign-tourists-to-south-korea-as-november-sees-17-increase/126249352
      2. INVESTKOREA. South Korea’s Tourism Industry: From Recovery to Rebound, Sustainable Growth Strategies Amid Fierce Competition and a Rapidly Changing Environment. Seul: Korea Trade-Investment Promotion Agency, 2025. Disponível em: https://www.investkorea.org/ik-en/bbs/i-5025/detail.do?ntt_sn=490809
      3. 젊은이도 찾는 “힙한” 친환경 전통시장. Seouland.com. Disponível em: https://www.seouland.com/arti/society/society_general/10063.html.
      4. THE KOREA TIMES. Korea designates 100 must-visit tourist spots for 2025-26. Koreatimes.co.kr. Disponível em: https://www.koreatimes.co.kr/lifestyle/travel-food/20250126/korea-designates-100-must-visit-tourist-spots-for-2025-26
      5. TRIPADVISOR. O que fazer: Coreia do Sul. Needham, MA: Tripadvisor LLC, 2025. Disponível em: https://www.tripadvisor.com.br/Attractions-g294196-Activities-South_Korea.html
      6. YANOLJA RESEARCH. Forecasting South Korea’s Inbound and Outbound Tourism Demand in 2026. Insights Vol. 35. Seul: Yanolja Research, 2026. Disponível em: https://www.yanolja-research.com.
    • Economia da Coreia

      Economia da Coreia

      Atualmente, a Coreia do Sul se consolida como a 12ª maior economia do planeta. Esse posto é fruto de décadas de um crescimento robusto iniciado nos anos 60; em 2024, o PIB do país bateu a marca de USD 1,88 trilhão (JONES, 2026). Com um PIB per capita de USD 36.240, o desenvolvimento sul-coreano hoje supera com folga a média mundial (IMF, 2024).

      Fonte: Freepik.com

      Apesar do histórico sólido, o fechamento de 2025 trouxe sinais de alerta. A economia encolheu 0,3% no último trimestre daquele ano — a queda mais brusca em três anos (TRADING ECONOMICS, 2026). O motivo? Uma combinação de consumo interno morno e uma redução de 1% nas exportações (excluindo os semicondutores). No balanço anual, o crescimento de 1,5% acabou ficando abaixo das expectativas do mercado.

      Dois fatores pesaram bastante nesse cenário:

      1. Instabilidade Política: Os reflexos da declaração de lei marcial em dezembro de 2024 abalaram a confiança de consumidores e investidores durante todo o primeiro semestre de 2025 (JONES, 2026).

      2. Protecionismo nos EUA: Como os Estados Unidos compram quase 20% do que a Coreia produz, o aumento da tarifa efetiva de exportação (que saltou de 1% para 16%) foi um golpe duro para a indústria local (JONES, 2026).

      Mesmo assim, o país não perdeu sua relevância global. A Coreia continua sendo o 6º maior exportador do mundo, movendo bilhões em semicondutores, automóveis e circuitos eletrônicos, tendo como parceiros estratégicos China, EUA e Vietnã (OEC, 2024).

      Fonte: Statista (2026)

      A capacidade de recuperação sul-coreana se provou rápida. Ainda em 2025, o governo reagiu com orçamentos suplementares e o Banco da Coreia cortou os juros para 2,5%, o que ajudou o PIB a acelerar para 5,5% no terceiro trimestre (JONES, 2026).

      Para 2026, a expectativa é de um crescimento mais estável, em torno de 2,1% (OECD, 2025). Embora o aumento dos salários e o apoio fiscal joguem a favor, o cenário global é de cautela: a OMC prevê que o comércio mundial deve desacelerar drasticamente em 2026, o que pode ser um desafio extra para uma nação tão dependente do mercado externo.

      Recomendação de análise sobre a economia coreana:

      Economia da Coreia do Sul – Base da FMI: https://www.imf.org/en/countries/kor#countrydata

      Fontes:

      1. IMF (INTERNATIONAL MONETARY FUND). World Economic Outlook Database. Washington, DC: IMF, 2024. Disponível em: https://www.imf.org/en/Publications/WEO/weo-database/2022/October.
      2. IMF (INTERNATIONAL MONETARY FUND). Republic of Korea and the IMF. IMF. Disponível em: https://www.imf.org/en/Countries/KOR#countrydata
      3. JONES, Randall S. South Korea’s Economic Rebound is Projected to Continue. The Peninsula, Washington, DC, 21 jan. 2026. Disponível em: https://keia.org/the-peninsula/south-koreas-economic-rebound-is-projected-to-continue/.
      4. OEC (OBSERVATORY OF ECONOMIC COMPLEXITY). South Korea (KOR) Exports, Imports, and Trade Partners. Cambridge, MA: MIT Media Lab, 2024. Disponível em: https://oec.world/en/profile/country/kor
      5. OECD (ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT). OECD Economic Outlook, Volume 2025 Issue 2. Paris: OECD Publishing, 2025. Disponível em: https://www.oecd.org/en/publications/oecd-economic-outlook-volume-2025-issue-2_9f653ca1-en.html
      6. STATISTA. Top Exporting Countries Worldwide 2017 | Statista. Statista. Disponível em: https://www.statista.com/statistics/264623/leading-export-countries-worldwide/
      7. TRADING ECONOMICS. South Korea GDP Growth Rate. Nova York: Trading Economics, 2026. Disponível em: https://tradingeconomics.com/south-korea/gdp-growth

    • Ritos – Celebração de aniversário de 60 anos de casamento/ Bodas de diamante (회혼례)

      Ritos – Celebração de aniversário de 60 anos de casamento/ Bodas de diamante (회혼례)

      O tamanho da festa variava de acordo com o status social e a riqueza dos filhos. De fato, no passado, era muito raro um casal celebrar 60 anos de casamento, porque a expectativa média de vida não era alta. As famílias aristocráticas faziam uma grande festa, porque consideravam que essa celebração dos pais era uma oportunidade de mostrar a “piedade filial” e o status da sua família.

      Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1527
      A vida de uma pessoa (celebração de 60 anos de casamento)
      (Fonte da foto: Museu Nacional da Coreia)

      Com o aumento da expectativa de vida na Coreia, aumenta também o número de casais que chegam às bodas de diamante, comemorando 60 anos de casamento. À medida que a industrialização progrediu desde a década de 1980, o número de famílias nucleares centradas no casal aumentou gradualmente. E, à medida que aumenta a valorização dos aniversários de casamento, as celebrações de bodas de diamante (회혼례) estão se tornando cada vez mais importantes para as pessoas.

      Fonte: https://nmn.ff.or.kr/17/?idx=5384716&bmode=view

      Fonte: 결혼 60주년 기념식, 회혼례. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1527>. Acesso em: jan. 2023.

    • Ritos – Aniversário de 60 anos (회갑/환갑)

      Ritos – Aniversário de 60 anos (회갑/환갑)

      O 60º aniversário (회갑 ou 환갑) era considerado especial pelos coreanos e comemoravam com uma grande festa. Há uma mesa grande e farta para o aniversariante e outras mesas com diversos pratos para os convidados. No passado, a expectativa de vida era baixa e não eram muitas pessoas que celebravam os 60 anos. Aqueles que completavam 60 anos eram mais respeitados e o seu status social aumentava ainda mais.

      Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1657

      Festa de aniversário tradicional de sessenta anos
      A festa dos 60 anos é preparada pelos filhos com amor e dedicação, sentimento conhecido no confucionismo como “piedade filial”. A mesa do banquete preparado para o aniversariante tem o nome de “Suyeon-sang”. Para demonstrar o amor pelo aniversariante, preparam uma enorme e esplêndida mesa posta, com castanhas, tâmaras, etc. que ficam empilhadas e decoradas para desejar a longevidade. Acreditava-se que quanto mais alta a torre de comida, maior “piedade filial” tinha pelos pais, então o especialista em comida de banquete Suksu(熟手) era chamado para preparar as torres de comidas bem altas. Essa mesa também é chamada de “gobae-sang”, porque é uma mesa que traz “ilusão”, tendo o objetivo de demonstração e não de apreciação, porque essa comida não é a que se serve aos convidados. A comida servida à mesa difere conforme a família e a época, mas é semelhante à mesa de ritual ancestral (Jesa 제사). É por isso que também é chamado de ‘sanjesa’ (Jesa para vivos).

      A cerimônia mais importante na festa de 60 anos é o honsurye (헌수례 獻壽禮). É um ritual de receber a demonstração da “piedade filial” dos filhos. Uma mesa menor é colocada em frente à mesa posta (Suyeon-sang), os filhos se vestem com hanbok colorido como crianças, fazem apresentações para aniversariante e brindam por longevidade.

      Festa de aniversário moderno de sessenta anos
      Hoje em dia, a expectativa de vida aumentou e a comemoração do sexagésimo aniversário mudou muito. A família mais próxima se reúne em salões de festas ou bufês para comemorar, viajam com toda a família ou enviam o(a) aniversariante e o(a) cônjuge para uma viagem memorável. Porém, mesmo hoje em dia, o aniversário de 60 anos é definitivamente um dia especial e o costume de celebrá-lo permanece.

      Fontes:

      1. 60세의 생일, 회갑. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1657>. Acesso em: jan. 2023.
      2. 회갑상(回甲床) – 한국민족문화대백과사전. Disponível em: <http://encykorea.aks.ac.kr/Contents/Item/E0065432>. Acesso em: jan. 2023.
    • Ritos – Nascimento (출생)

      Ritos – Nascimento (출생)

      Uma corda “tabu” (Geumjul 금줄) é uma corda feita de palha, que acreditam ter a força de dividir espaços, e é pendurada na porta de uma casa ou na entrada de uma rua para evitar o “perigo”.

      Desde a era Joseon, quando uma criança nasce numa casa ou uma cerimônia importante está sendo preparada, ela é pendurada entre os pilares de ambos os lados do portão da casa. O período de pendurar a corda é de cerca de 3X7 dias (21 dias). Na corda amarram carvão, papel e, dependendo da região, de acordo com o gênero, para os meninos amarram também pimenta vermelha e para as meninas, galhos de pinheiro.

      Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1509

      Geumjul (금줄) é um sinal que proíbe a entrada de quem pode prejudicar o recém-nascido, como alguém que esteve num funeral ou quem está doente. Hoje em dia, as crianças nascem em hospitais ou instituições especializadas, mas, antigamente, era difícil criar um ambiente higiênico apenas para os recém-nascidos, quando todos davam à luz em casa. Assim, para proteger o recém-nascido de germes ou agentes ameaçadores do lado externo, uma corda era pendurada (como um aviso de “não entre”). A corda “tabu” era pendurada por três X sete dias a partir do momento em que a criança nascia, isto é, cerca de 3 semanas (21 dias). O número 7 era considerado um número com boas energias e o número 3 era considerado um número perfeito para a harmonia do yin e yang, contendo o céu, a terra e as pessoas.

      Para fazer a corda “tabu” é usada uma corda tecida de palha, sendo este material o que sobrou da colheita de grãos como arroz, cevada e trigo, e significa terra, plantas limpas e fertilidade. A corda usada deve ser a que foi torcida para a esquerda, diferenciando-se da corda usada no cotidiano, que é torcida para a direita. O significado dessa diferenciação é a de separar o espaço proibido do sagrado, assim, a corda precisa ser especial.

      Fonte: http://www.picturebook-museum.com/user/book_detail_popup.asp?idx=20036&searchkeyword=&searchvalue=&sortval=publishdate&gbn=illustor&cateType1=%&publishYear=&publishMonth=&PageSize=40

      Para evitar coisas impuras, objetos com o significado de purificação eram pendurados na corda. No caso da pimenta vermelha, a cor e o sabor picante da pimenta vermelha tinham o significado de espantar os maus espíritos. No caso de galhos dos pinheiros, estes podiam perfurar coisas impuras com a sua aparência afiada de agulha.

      Era possível saber se a criança nascida era menino ou menina por meio desses objetos pendurados. Em algumas regiões, além de pimentas e galhos de pinheiros, também eram colocados juntos carvão e papel. O carvão pode purificar tudo sem apodrecer, mesmo abaixo do solo. O papel contém a esperança de que a criança cresça com um coração branco e puro, e o desejo de que a criança tenha uma vida próspera.

      Fonte: 삼칠일 동안 걸어두는 금줄. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1509>. Acesso em: jan. 2023.

    • Taekwondo no Brasil

      Taekwondo no Brasil

      No ano de 1969, o presidente da International Taekwondo Federation (ITF), Choi Hong-hi, recebeu um convite do presidente Médici, para visitar o Brasil. O presidente ficou admirado com o Taekwondo, pois durante a Guerra do Vietnã rodavam inúmeras notícias sobre movimentos dos soldados coreanos que aniquilavam seus oponentes sem armas. Nesse contexto, pediu para Choi Hong-hi enviar alguns instrutores de taekwondo para o Brasil.

      No Brasil, a modalidade foi introduzida em 1970, com a chegada do mestre Sang Min Cho a São Paulo. O primeiro Campeonato Brasileiro aconteceu em 1973, ano em que foi fundada, na Coreia do Sul, a World Taekwondo Federation (WTF), entidade que organizou, já em 1973, o primeiro Campeonato Mundial.

      Em 1971, chegaram ao Brasil os mestres Sang In Kim e Kun Mo Bang. Com o intuito de combater o terrorismo, os mestres, após a sua chegada, foram designados a ensinarem a Polícia Secreta na Delegacia de Ordem Social e Política – DOPS. Concomitantemente, com o final da função do DOPS, os mestres foram ensinar taekwondo para o 1° Batalhão da Polícia Militar.

      Na época, para este trabalho na polícia não era preciso a dedicação em tempo integral de três mestres e, assim, no tempo livre, eles acabaram fundando academias e dando aulas. Nesse contexto, a primeira academia fundada foi a Academia de Taekwondo da Liberdade (no bairro da Liberdade em São Paulo), por Sang Min Cho.

      Em março de 1972, o mestre Woo Jae Lee introduziu o taekwondo na cidade do Rio de Janeiro e em 19 de janeiro de 1973, promoveu a 1ª Competição de Taekwondo no Brasil que foi o Campeonato Carioca. Neste mesmo ano, em julho, realiza-se em São Paulo o 1º Campeonato Brasileiro de Taekwondo, no Ginásio do Pacaembu.

      Todavia, com o tempo, os mestres perceberam que sozinhos seria impossível difundirem o taekwondo eficientemente, decidindo então convidar outros mestres para vir ao Brasil. Esse marco, representou um grande impulso na disseminação dessa arte marcial no Brasil, porém encontraram algumas barreiras como a diferença linguística e os aspectos socioculturais da população brasileira.

      Fonte: Facebook da Confederação Brasileira de Taekwondo Marcial – Pioneiros da Arte Marcial do Taekwondo Brasileiro. Da esquerda para direita:
      Gun-Mo Bang (Marília, SP), Huyng-Soo Jung (Agora no Canadá), Jong-Chan Pyun (Juiz de Fora, MG), Sang-Min Cho (Agora nos EUA), Kum Joon Kwon (São Paulo, SP), Woo-Jae Lee (Sítio Monte Rá, ES), Kwang-Soo Shin (Agora nos EUA), Sang-In Kim (falecido), Hui-Sup Lee (Agora nos EUA). Ausentes Jung-Do Lim e Jung-Roul Kim.

      No ano de 1972, na cidade do Rio de Janeiro, foi realizado o primeiro campeonato São Paulo X Rio de Janeiro, organizado pelo Woo Jae Lee, o primeiro mestre a montar uma academia de taekwondo no Rio. Em 1985, desembarca na Coreia a primeira equipe brasileira de taekwondo a participar do seu primeiro campeonato mundial. Nesse contexto é fundada a Federação Paulista de Taekwondo, no dia 28 de Fevereiro de 1986.

      Fonte: http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/taekwondo

      Fontes:

      1. MARTA, F. E. F. TAEKWON “DO”: OS CAMINHOS DE SUA HISTÓRIA NO ESTADO DE SÃO PAULO. Conexões, p. 151–162, 2000.
      2. BRASIL 2016. Taekwondo. Disponível em: <http://rededoesporte.gov.br/pt-br/megaeventos/olimpiadas/modalidades/taekwondo>. Acesso em: jan. 2023.
      3. Taekwondo e sua trajetória no Brasil. Disponível em: <https://efdeportes.com/efd196/taekwondo-e-sua-trajetoria-no-brasil.htm>.
    • Casamento moderno (혼인식/ 혼례/ 결혼식)

      Casamento moderno (혼인식/ 혼례/ 결혼식)

      O casamento coreano possui bases do confucionismo, filosofia de origem chinesa que não adora a um deus ou a uma divindade específica, mas tem ensinamentos que valorizam as virtudes essenciais de um indivíduo, e uma dessas virtudes é a da família. A família é a origem das virtudes, o pilar de sustentação, núcleo onde o seu comportamento reflete sua postura em sociedade, com questões como: se uma pessoa não obedece ao pai, como obedecerá às leis? É por essa visão confuciana que o casamento coreano se sustenta, repleto de tradições, costumes, sempre de respeito e adoração aos mais velhos, detentores de sabedoria e experiência.

      Fonte: https://www.joongang.co.kr/article/25045121#home
      (Casamento “moderno” realizado em 1920)

      Cerimônia

      A cerimônia do casamento tem duração média de 15 minutos e, mesmo sendo “moderna”, é repleta de costumes diferentes dos casamentos ocidentais.

      Geralmente, antes da cerimônia, realizam fotos dos noivos em estúdio ou em diferentes ambientações para que possam expô-los no dia da cerimônia. Em seguida, o casamento é realizado em um wedding hall, onde tem tudo que é necessário para o casamento, desde a cerimônia, bufê, até a sala da noiva, local em que os convidados se encontram com a noiva para fotografias e cumprimentos.

      Fonte: https://www.korea.kr/news/reporterView.do?newsId=148900454

      Sobre a cerimônia, primeiro as mães dos noivos acendem velas para iluminar o caminho do casal. Depois temos a entrada do noivo, a da noiva acompanhada do pai e a entrega da noiva. Após o “sim”, os noivos cumprimentam os pais, apagam as velas, cortam o bolo e, por fim, saem recém-casados.

      Durante o casamento, há um mestre de cerimônias que narra o passo a passo da cerimônia para os convidados.

      Fonte: https://www.korea.kr/news/reporterView.do?newsId=148900454

      E quem dá a bênção para o casamento? Curiosamente, não é costume que seja uma figura religiosa ou uma autoridade jurídica, podendo ser qualquer pessoa. É bem comum que seja o chefe do noivo, por exemplo.

      Algo interessante sobre os presentes de casamento: são em dinheiro, entregues em envelopes, e o valor varia de acordo com a profissão e proximidade do convidado com o casal.

      Fonte: http://dalphong.com/index.html

      Por fim, o momento de jogar o buquê é previamente combinado. A noiva escolhe antes para quem gostaria de entregar o buquê e combina com o fotógrafo que irá registrar o momento.

      Pyebaek (폐백)

      É a parte do casamento moderno em que ocorre uma cerimônia tradicional, simbolizando a entrada da noiva na família do noivo. Segundo a Enciclopédia da Cultura Coreana (2023), nesta cerimônia de casamento, a noiva que chegava à casa dos sogros pela primeira vez, após o matrimônio (que acontecia na casa das noivas), cumprimentava os sogros e outras pessoas mais velhas da família do noivo.

      Fonte: Pixabay.com

      Esta cerimônia tradicional é repleta de simbologia e acontece em um tempo médio de 15 minutos. Para isso é preciso que os noivos troquem de roupa, vestindo o hanbok de casamento, que, diferente das vestimentas cotidianas, apresenta mais camadas, riqueza em bordados e ornamentos. As cores também são parte importante da cerimônia. Homem veste-se de azul, e a mulher, de vermelho.

      Fonte: Pixabay.com

      Durante a cerimônia, há uma mesa no centro com frutas secas, castanhas e tâmaras, e dois gansos de madeira que geralmente os noivos ganham de presente, enfeitando a mesa. Os gansos são figuras conhecidas por serem leais durante a vida toda, simbolizando fidelidade, prosperidade e longevidade.

      Primeiro os noivos fazem uma reverência de joelhos às figuras de maior hierarquia da família, por exemplo, o avô, a avó, os pais e tios. É nesse momento que os noivos servem chá, recebem a bênção, conselhos e o envelope com o dinheiro, presente de casamento.

      Os pais do noivo jogam para o casal tâmaras e nozes, que eles devem tentar pegar com a roupa. As frutas representam fertilidade e prosperidade, sendo as tâmaras as meninas, e as nozes, os meninos.

      Fonte: Pixabay.com

      Os noivos tomam, com os braços entrelaçados, uma dose de uma bebida alcoólica coreana chamada hapgeunrye, servida em um copo de cobre, representando que se tornaram um só. Além disso, eles dividem uma noz.

      Por fim, o noivo carrega a noiva nas costas e dá uma volta no salão da cerimônia, e, quanto maior a volta, maior será a casa do casal.

      Finalizada a cerimônia tradicional, os noivos saem para cumprimentar os convidados, que estiveram almoçando ou jantando durante essa parte do casamento.

      Fonte: https://www.korea.kr/news/reporterView.do?newsId=148900454

      Fontes:

      1. 폐백(幣帛) – 한국민족문화대백과사전. Disponível em: <http://encykorea.aks.ac.kr/Contents/Item/E0060106>. Acesso em: jan. 2023.
      2. 한국의 결혼식순서  – koreanswe. Disponível em: <https://sites.google.com/site/koreanswe/hangug-ui-gyeolhonsigsunseo>. Acesso em: jan. 2023.
      3. “신랑은 양장, 신부는 조선 옷” 1930년대 결혼식 아시나요. Disponível em: <https://www.joongang.co.kr/article/25045121#home>. Acesso em: jan. 2023.
      4. Revista KoreaIN – Conectando Culturas. Disponível em: <https://revistakoreain.com.br/2021/10/conheca-as-tradicoes-dos-casamentos-na-coreia-do-sul/>. Acesso em: jan. 2023.
      5. 9 curiosidades do casamento sul-coreano. Disponível em: https://skdesu.com/9-curiosidades-do-casamento-sul-coreano/. Acesso em: jan. 2023.