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  • Kimchi (김치)

    Kimchi (김치)

    O kimchi começou a ganhar reputação mundial como alimento representativo da Coreia. Foi elogiado por suas propriedades anticancerígenas e valor nutricional, além de inúmeras variações que criam sabores e gostos diversos. O tipo mais comum de kimchi é feito pela mistura de repolho branco salgado com pasta de kimchi feita de pimenta em pó, alho, cebolinha, gengibre, rabanete coreano, molho de peixe e outros ingredientes, como frutos do mar frescos. O kimchi pode ser servido fresco, mas normalmente é consumido após fermentar por vários dias, embora alguns prefiram o mugeunji (kimchi maduro), que é totalmente fermentado por mais de um ano. Os ingredientes do kimchi variam de acordo com cada região e seus produtos e tradições locais especiais. Em dezembro de 2013, a Unesco inscreveu kimchi e kimjang, a realização e partilha de kimchi, em sua lista de itens culturais de patrimônio imaterial.

    Fonte: http://food.chosun.com/m/article.html?contid=2014121902833

    O kimchi nasceu na Coreia por volta do século VII. No estágio inicial, o kimchi era apenas diversos tipos de vegetais salgados. A partir do século XII, foram sendo acrescentadas algumas especiarias e temperos, e, no século XVII, a pimenta-vermelha tornou-se, finalmente, a especiaria principal de kimchi.

    Fonte: http://food.chosun.com/m/article.html?contid=2014121902833

    Há centenas de tipos de kimchi que podem ser de acelga, nabo, pepino, cebolinha, repolho etc. Um dos principais ingredientes é o jeotgal, a conserva de peixe ou frutos do mar, que ajuda no processo de fermentação, mas deixa um cheiro forte que não agrada algumas pessoas.

    Vídeo do Centro Cultural Coreano no Brasil de como preparar Kimchi:

    Fonte: Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/136/korea/36>. Acesso em: jan. 2023.

  • Comida fermentada

    Comida fermentada

    Uma das palavras-chave para entender a comida tradicional coreana é a fermentação, um processo metabólico que ajuda o alimento a “amadurecer”, de modo a melhorar o sabor e as propriedades nutricionais e pode ser armazenado por um período mais longo.

    Os alimentos coreanos que melhor representam a tradição de fermentação desenvolvida na Coreia incluem doenjang (pasta de soja), ganjang (molho de soja), gochujang (pasta de pimentão) e jeotgal (frutos do mar salgados), cuja fermentação pode levar de vários meses a vários anos. O grau de fermentação é um fator-chave no aroma e sabor dos alimentos cozidos em casa e nos restaurantes.

    Fonte: https://www.ycg.kr/ (doenjang, ganjang, gochujang)

    Doenjang (pasta de soja) e Ganjang (molho de soja): dois dos itens mais importantes da comida tradicional fermentada da Coreia são doenjang e ganjang. Para prepará-los é necessário colocar a soja de molho em água e fervê-la até ficar totalmente cozida. Depois, ela deve ser triturada e moldada em formato de tijolo e deixada para secar e fermentar. Em seguida, são colocados em água salgada em uma panela grande junto com pimenta seca e carvão aquecido, o que ajuda a remover impurezas e odor durante o processo de fermentação. Os grãos assim preparados são então deixados descansando por dois a três meses até que fiquem completamente fermentados. O material fermentado deve ser dividido em dois, sólido (doenjang) e líquido (ganjang), sendo que o material sólido deve ser fermentado por mais cinco meses e o líquido por mais três meses a fim de desenvolver um sabor mais profundo.

    Gochujang (pasta de pimenta): gochujang (pasta de pimenta) é um condimento tradicional coreano feito através da fermentação da mistura de pó de soja fermentada, sal, pimenta em pó, farinha de arroz, xarope de arroz ou de glicose e água. Gochujang tem sido um dos condimentos tradicionais mais importantes para o povo coreano, cujo paladar evoluiu para uma preferência por alimentos quentes e picantes. Os coreanos usam esse molho apimentado no bibimbap com o óleo de gergelim. O molho é usado para temperar vegetais frescos também.

    Fonte: https://www.cha.go.kr/ (jeotgal/ frutos do mar salgados)

    Jeotgal (frutos do mar salgados): um ingrediente quase indispensável para o kimchi e um condimento muito popular usado para realçar o sabor das comidas, o jeotgal (frutos do mar salgados) é feito através da mistura de um dos variados frutos do mar (tal como anchova, camarão, ostra ou marisco) com sal ou com outro condimento além do sal e de sua fermentação em um local fresco. Um longo período de fermentação torna o jeotgal mais saboroso.

    Fonte: Pixabay.com (Jangodkdae – foto de Hong_Kim)

    Fonte: Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/136/korea/36>. Acesso em: jan. 2023.

  • Culinária (Hansik 한식)

    Culinária (Hansik 한식)

    A culinária coreana, Hansik (한 Han (Coreia) + 식 sik (comida)), segue o princípio da medicina tradicional de que comer é o primeiro remédio, antes de outros tratamentos. A fermentação está na base da alimentação dos sul-coreanos. Além de fazer parte da produção de bebidas alcoólicas tradicionais, como o vinho de arroz (makgeolli), a fermentação é usada na fabricação de ingredientes e temperos, como o molho e a pasta de soja, e no preparo de pratos tradicionais, como o kimchi. A comida coreana mais famosa, o kimchi, é preparada em diversas versões. A mais comum é feita à base de acelga salgada, frutos do mar em conserva e uma pasta que leva diversos temperos, como gengibre, pimenta e alho.

    Fonte: Pixabay.com (foto de DONGWON LEE)

    A culinária coreana é cheia de cores e sabores exclusivos. O arroz continua a ser a base da refeição da maioria dos coreanos, mas, entre as gerações jovens, muitos preferem comida de estilo ocidental. O arroz é geralmente acompanhado de pratos principais e complementares, principalmente legumes temperados (namul), sopa, panela de cozido e carne. Uma grande variedade de pratos é servida durante as refeições coreanas. O arroz e a sopa são servidos em porções individuais, mas os pratos principais e complementares são servidos no centro da mesa para serem compartilhados. Uma refeição tradicional coreana não está completa sem kimchi, uma mistura fermentada de vários vegetais em conserva.

    Fonte: Pixabay.com (foto de DONGWON LEE)

    Os acompanhamentos (banchan) mudam de acordo com a estação do ano e a localização. Se for numa região montanhosa, utilizam-se vários tipos de folhas e raízes e, se for numa região próxima ao mar, peixes e frutos do mar sempre acompanham o arroz. Em comemorações, a refeição chega a ter dez ou mais acompanhamentos, mas, em geral, é servida uma menor variedade. Nos restaurantes, servem de três a dez tipos de acompanhamentos.

    Fonte: Pixabay.com (foto de ally_j)

    Fonte: CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA TRADICIONAL 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 17 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755192&page=1. Acesso em: dez. 2022.

  • Cultura tradicional

    Cultura tradicional

    Em meio à modernidade tecnológica e cultural, a Coreia do Sul mantém tradições que remontam aos tempos dos primeiros povoados na península, na forma de pintura, música, dança, arquitetura, vestuário e culinária. Grande parte dessas tradições estão relacionadas à religião. São celebrados ainda festivais da época em que a Coreia era uma sociedade rural e adotava o calendário lunar, nos quais a comida tem papel importante.

    Fonte: Korea.net (Performance de Yeomillak/“Alegria do Povo”)
    Fonte: Korea.net (Buchaechum/ Dança do leque)
    Fonte: Korea.net (Hanjeongsi/ Uma refeição completa coreana)

    Veja fotos e informações de Arte e Cultura coreana disponível em inglês no Goole: https://artsandculture.google.com/search?q=korea

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA TRADICIONAL 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 17 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755192&page=1. Acesso em: dez. 2022.
    2. Traditional Arts: Korea.net: The official website of the Republic of Korea. Disponível em: <https://www.korea.net/AboutKorea/Culture-and-the-Arts/Traditional-Arts>.
  • Resenha: Kim Jiyoung, nascida em 1982

    Resenha: Kim Jiyoung, nascida em 1982

    Kim Jiyoung, nascida em 1982, é um livro sul coreano escrito pela ex-roteirista de televisão Cho Nam-Joo e publicado em outubro de 2016. A autora descreve o livro como “mais corajoso do que eu” por abordar assuntos como desigualdade de gênero, discriminação e assédio no trabalho e a preferência por filhos homens que ainda perpetua na Coreia do Sul.

    Desde seu lançamento já foram vendidos mais de 1 milhão de cópias e foi traduzido para 18 idiomas, sendo a editora Intrínseca a responsável pela tradução em português.

    Fonte: Amazon.com.br

    Baseado na experiência da própria autora, o livro narra a história de Kim Jiyoung, uma mulher comum, casada e mãe de uma menina que, após largar o emprego em uma agência de marketing, passa a se dedicar totalmente a cuidar da casa e da filha. No entanto, ao longo das páginas, a autora nos apresenta uma narrativa realística de como a protagonista é desfavorecida em diversos cenários de sua vida apenas por ser mulher.

    Resumo

    O livro aborda a história de Kim Jiyoung, uma mulher e mãe que abdica do seu trabalho para cuidar integralmente da filha e casa. A história se desenvolve a partir de uma consulta psiquiátrica da protagonista, que ocorre depois que ela passa a personificar vozes de outras mulheres. No entanto, é nessa consulta que é possível conhecer mais da trajetória de Kim numa sociedade extremamente machista desde a sua gestação até a vida adulta.

    Sumário do livro

    1. Outono de 2015

    2. Infância, 1982-1994

    3. Adolescência, 1995-2000

    4. Início da vida adulta, 2001-2011

    5. Casamento, 2012-2015

    6. 2016

    Sobre a autora

    Cho Nam-Joo nasceu em Seul, em 1978, possuindo atualmente 44 anos. Foi roteirista de televisão e teve que largar o emprego para se tornar dona de casa depois do nascimento de seu filho. Ela se baseou na própria experiência de vida para escrever seu terceiro romance, Kim Jiyoung, nascida em 1982, lançado em 2016. É também autora dos livros Her name is e Sasha Mansion. Cho se formou na Ewha Woman’s University em 2001 e recebeu o prêmio de Hwangsanbeol Award for Young Adult Literature.

    Impacto e peso de gênero na Coreia do Sul

    Kim Jiyoung, nascida em 1982 teve um grande impacto nas discussões sobre desigualdade de gênero e discriminação no país, gerando uma grande polêmica em seu ano de publicação, contudo o livro se tornou um enorme sucesso, virando um fenômeno de venda tanto nacional quanto internacional. A obra traz um excelente panorama sobre a sociedade patriarcal coreana e sobre questões culturais. Apesar de ser fictício, o livro apresenta um viés científico devido às notas de rodapé que trazem dados que sustentam a discriminação de gênero no país, além de dados que retratam marcos históricos, culturais e políticos. Sua narrativa fria mostra que a personagem poderia ser qualquer mulher, possibilitando uma imersão e compreensão maiores, viabilizando também delinear paralelos culturais e políticos com diversos países, inclusive o Brasil.

    Matérias brasileiras sobre o impacto do livro

    Devido a sua grande repercussão mundial, vários jornais e revistas brasileiros elaboraram matérias sobre a obra, como a Carta Capital, no segmento de cultura com A desigualdade de gêneros na Coreia do Sul retratada por Cho Nam-Joo; o Rascunho, jornal de literatura do Brasil, com “Romance de Cho Nam-Joo expõe machismo estrutural da Coreia do Sul”, e o Estadão, também no segmento de cultura, com “Cho Nam-Joo: ‘O mundo muda quando a mulher tem mais voz ativa’”, entre outros.

    Adaptação cinematográfica

    Uma adaptação cinematográfica do livro foi lançada em 2019. O filme foi dirigido por Kim Bo-Young e distribuído pela Lotte Entertainment, e seu elenco conta com Jung Yu-Mi, Gong Yoo, Kim Sung-Cheol e Gong Min-Jeung. A adaptação recebeu os prêmios Grand Bell Award for Best Actress e Baeksang Arts Award for Best New Film Director, além de possuir uma bilheteria de 27,7 milhões de dólares.

    Fontes:

    1. https://www.intrinseca.com.br/autor/592/
    2. http://www.delivroemlivro.com.br/2022/07/kim-jiyoung-nascida-em-1982-cho-nam-joo.html
    3. https://www.cartacapital.com.br/cultura/a-desigualdade-de-generos-na-coreia-do-sul-retratada-por-cho-nam-joo/
    4. https://cultura.estadao.com.br/noticias/literatura,cho-nam-joo-o-mundo-muda-quando-a-mulher-tem-mais-voz-ativa,70004060894
    5. https://rascunho.com.br/noticias/romance-de-cho-nam-joo-expoe-machismo-estrutural-da-coreia-do-sul/
    6. In This Korean Best Seller, a Young Mother Is Driven to Psychosis – The New York Times (nytimes.com)
    7. South Korean author Cho Nam-joo: ‘My book is braver than I am’ | Fiction | The Guardian
    8. Kim Jiyoung, Nascida em 1982: uma história cortada pelo machismo (valkirias.com.br)
  • K-beauty

    K-beauty

    A Hallyu impõe também uma estética própria, a K-beauty, baseada na imagem dos ídolos do K-drama, K-movie e, principalmente, K-pop, que impulsiona o mercado sul-coreano de cosméticos, competindo de igual para igual com a indústria estrangeira.

    Segundo uma matéria publicada na UOL (2017), a Coreia do Sul está à frente em termos de inovação, pesquisa, ingredientes e embalagens de cosméticos. Os números comprovam o interesse crescente do mercado internacional pelos produtos coreanos e, por trás desse boom – ou como os analistas gostam de chamar, dessa corrida ao ouro que se tornou o mercado de beleza coreano, existe planejamento, muita pesquisa e apoio do governo. A Coreia é o quinto país que mais investe em P&D (pesquisa e desenvolvimento) na indústria – de acordo com o Industrial Research Institute, destinou a ela bilhões de dólares, criando um cenário perfeito para que as marcas criem e testem suas inovações, que incluem fórmulas, ingredientes, processos e embalagens.

    Fonte: https://k-beautyexpo.co.kr/fairBbs.do?selAction=view&FAIRMENU_IDX=11850&BOARD_IDX=56326&BOARD_NO=&selPageNo=1&hl=KOR

    Em 2021, segundo Statista, o país exportou US$ 4,71 bilhões em cosméticos de cuidados com a pele (skin care), em um ritmo que vem aumentando ano a ano.

    Fonte: Statista, 2022

    Segundo UOL (2017), alguns fatores contribuíram para a formação de K-beauty:

    1 – O consumidor local é conhecido por ser muito exigente quanto aos resultados prometidos pelos produtos;

    2 – A mulher coreana, para quem uma pele perfeita é o principal ideal de beleza, gasta duas vezes mais de seu salário com produtos do que as americanas;

    3 – As marcas coreanas adotaram um meio desenvolvimento de produtos muito mais rápido do que as marcas ocidentais. Assim, com planejamento e investimento no setor, um grande número de startups do segmento surgiu em um mesmo período e trouxe seus produtos para o ocidente através de e-commerces;

    4 – As pesquisas e testes com novos ingredientes colocam a Coreia lá na frente. Eles usam elementos (bem) incomuns e processos diferentes como a fermentação (um processo metabólico que converte o açúcar em ácidos e enzimas usando levedura ou bactérias);

    5 – Estão sempre desenvolvendo produtos com novas técnicas de aplicação, como por exemplo, os cushion compacts;

    6 – As marcas coreanas também aproveitam com sabedoria a influência das redes sociais para engajar o consumidor. Em alguns mercados, o digital já ultrapassou a mídia tradicional quando o público busca por informação de beleza;

    7 – As embalagens são criadas para serem muito atraentes ou informativas para fazer o consumidor querer comprar tudo; e,

    8 – Por fim, mas não menos importante, as marcas coreanas têm ótimo custo-benefício. Há uma oferta enorme que custa em torno de US$ 20.

    Um breve histórico de K-Beauty

    Segundo um artigo do Mapa Mundi (2021), o mercado de cosméticos e maquiagem, mais conhecido como K-Beauty, se espalhou pelo mundo, concorrendo com as tradicionais empresas norte-americanas e europeias da área. Grande parte do boom de interesse nestes tipos de produtos deve-se principalmente a dois fatores: a influência dos K-idols (como são conhecidos os cantores de música popular coreana) e seus estilos de moda, cabelo e maquiagem.

    No entanto, não é de hoje que a população coreana se preocupa com a aparência. As tradições de embelezamento e cuidados com a pele no país datam da época dos Três Reinos da Coreia (57 a.C.–668 d.C.), com grandes influências do budismo e do confucionismo. Pelos ensinamentos e práticas da ideologia confucionista, acreditava-se que beleza do corpo e da alma formavam um sistema único. Seguindo esta linha de pensamento, uma alma bela só habitaria um corpo belo e vice-versa. Desse modo, via-se a maquiagem então como uma forma de melhorar a beleza não somente do superficial, do externo, mas também do interno. Por este motivo, tanto as mulheres como os homens tinham o costume de se embelezarem.

    Após a unificação destes reinos, durante a dinastia Goryeo (918–1392), foi quando a cultura da maquiagem atingiu seu auge. Essa região ficou conhecida como a pioneira não só do desenvolvimento de técnicas da pintura facial, mas também na propagação desses ensinamentos para as outras regiões próximas.

    Para aparentar uma pele saudável e ressaltar a classe social era essencial preservar a pele branca e aveludada, como forma de demonstrar posses, já que a aristocracia podia desfrutar do luxo de ficar a maior parte do tempo dentro de casa e não no sol árduo como a maioria dos camponeses da época, mantendo, assim, uma pele branca como neve. Para isso também eram utilizados pó de arroz ou milhete para branquear a pele, ruge feito de pó de rosas e cera de abelha para salientar bochechas rosadas, redução de flores para fazer batons e óleos de sementes e plantas para deixar os cabelos sedosos. A maioria dos produtos era feita em casa.

    A indústria e o mercado de maquiagem só começaram a emergir no final do período Joseon (1392–1910). De acordo com alguns registros, havia mercadores que passavam de casa em casa para vender maquiagens, acessórios ou produtos para o cabelo.

    Atualmente tais cuidados, principalmente com a pele, continuam muito presentes na cultura coreana. As crianças aprendem na pré-escola a aplicar o protetor solar e a proteger a pele. Já entres os jovens e os adultos, a rotina passa a envolver muitos passos além da básica lavagem do rosto com água e sabão, se diversificando entre óleos e géis de limpeza, séruns, tônicos, vitaminas, cremes e máscaras faciais. Outro ponto interessante é que, diferentemente de outros países onde impera uma cultura machista em relação ao nicho de cosméticos masculinos, na Coreia a quantidade de homens adeptos da rotina de cuidados é a maior do mundo. Uma vez que na sociedade as primeiras impressões das pessoas são muito importantes, uma pele impecável deve fazer parte de todo e qualquer plano para subir na vida, seja no amor seja no trabalho.

    Se quiser saber mais detalhes da História de K-beauty, siga o link: https://mapamundi.org.br/2021/o-mercado-de-cosmeticos-coreano-passado-presente-e-futuro/

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA CONTEMPORÂNEA 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 14 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755191&page=1. Acesso em: dez. 2022.
    2. K-Beauty: tudo sobre o boom dos cosméticos coreanos + lista de marcas. Disponível em: <https://ffw.uol.com.br/noticias/moda/k-beauty-tudo-sobre-o-boom-dos-cosmeticos-coreanos-lista-de-marcas/>. Acesso em: jan. 2023.
    3. South Korea: skin care cosmetics export value 2021. Disponível em: <https://www.statista.com/statistics/1207777/south-korea-skin-care-cosmetics-export-value/>.
    4. K-뷰티엑스포 킨텍스에서 화려한 개막. Disponível em: <https://k-beautyexpo.co.kr/fairBbs.do?selAction=view&FAIRMENU_IDX=11850&BOARD_IDX=56326&BOARD_NO=&selPageNo=1&hl=KOR>. Acesso em: jan. 2023.
    5. The Korean cosmetics market: past, present and future. Disponível em: <https://mapamundi.org.br/2021/o-mercado-de-cosmeticos-coreano-passado-presente-e-futuro/>. Acesso em: dez. 2022.
  • K-movie

    K-movie

    O K-movie refere-se às produções cinematográficas sul coreanas, que são hoje reconhecidas mundialmente e premiadas nos principais festivais de cinema, como Cannes e Berlim.

    Segundo a professora Ivonete Pinto (2022), do curso de Cinema e Audiovisual e Cinema de Animação na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a trajetória do cinema coreano começa oficialmente em 1903, com as primeiras exibições no país. O primeiro filme produzido na Coreia foi o “The Righteous Revenge” (의리적 구토), do diretor Kim Do-san, em 1919. Para se chegar ao cinema sul coreano atual, é preciso lembrar que a produção sofreu uma estagnação a partir dos anos 1960, só restabelecendo-se nos anos 1990. Rápidos tanto quanto na sua recuperação do pós-guerra, já em 2001, os filmes coreanos comemoraram um market share que ultrapassou pela primeira vez os 50% da bilheteria nacional, conforme dados oficiais do Korean Film Council. Os títulos Swiri (Kang Je-kyu, 1999), Joint Security Area/JSA (Park Chan-wook, 2000) e Friend (Kwak Kyung-taek, 2001) ultrapassaram os 10 milhões de espectadores. Os blockbusters da Coreia inauguraram a era do que eles chamam de “filmes bem-feitos”, que se sustentam na qualidade de produção, de roteiro e direção.

    Fonte: The Movie Database

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA CONTEMPORÂNEA 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 14 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755191&page=1. Acesso em: dez. 2022.
    2. PINTO, Ivonete. Cinema coreano – A fronteira da sanidade. Teorema (Porto Alegre), v. 18, p. 05-10, 2011. Disponível em: https://www.academia.edu/9964415/Cinema_coreano_A_fronteira_da_sanidade. Acesso em: dez. 2022.
    3. The Movie Database. Disponível em: <https://www.themoviedb.org/movie/496243/images/posters?image_language=pt&language=ko-KR>. Acesso em: dez. 2022.
  • K-drama

    K-drama

    Parte importante da Hallyu, o K-drama é a produção de novelas e séries transmitidas por TV, no início dos anos 2000, que logo ganharam público em outros países.

    Segundo Pastemagazine (2022), o conteúdo coreano contém diversos gêneros e tipos de histórias, mas o formato “K-drama”, centrado no romance, começou a se tornar popular em todo o mundo a partir de meados da década de 1990, quando a Coreia começou a investir mais pesadamente em suas indústrias de entretenimento como uma estratégia econômica, após a crise financeira asiática de 1997. Muitos dos primeiros sucessos de exportação da cultura pop coreana vieram de outros países do Leste Asiático, e é por isso que o termo “Hallyu” vem de uma frase chinesa que significa “onda coreana”.

    Segundo Tecmundo (2022), o sucesso da série Round 6 (ou Squid Game), lançada pela Netflix em 2021, além do Oscar de Melhor Filme de Parasita (2019), continuam a despertar a curiosidade do público para conteúdos coreanos, sejam produções seriadas ou filmes. Diferenciando-se de um “dorama”, que é basicamente uma série japonesa, um K-drama é basicamente uma série produzida na Coreia do Sul: alguns exemplos bastante famosos incluem “Boys Before Flowers” (꽃보다 남자), “Crash Landing on You” (사랑의 불시착), O Rei de Porcelana (The King’s Affection 연모) e Uma Advogada Extraordinária (이상한 변호사 우영우). A gigante do streaming netflix vem apostando alto nesses conteúdos e, semanalmente, novos K-dramas chegam à plataforma. Os K-dramas podem ter até 25 episódios em uma única temporada, com cada capítulo podendo superar facilmente a marca de 45 minutos, chegando até a ultrapassar a marca de uma hora por episódio.

    Fonte: 사랑의 불시착. Disponível em: <http://program.tving.com/tvn/cloy/>

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA CONTEMPORÂNEA 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 14 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755191&page=1. Acesso em: dez. 2022.  
    2. What Makes K-Dramas So Popular? Disponível em: <https://www.pastemagazine.com/tv/k-drama-popularity-explained-romance-tv-shows/>. Acesso em: dez. 2022.
    3. K-drama, C-drama, TW-drama e doramas: qual é a diferença? Disponível em: <https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/237049-k-drama-c-drama-tw-drama-doramas-diferenca.htm>. Acesso em: dez. 2022.
    4. 사랑의 불시착. Disponível em: <http://program.tving.com/tvn/cloy/>. Acesso em: dez. 2022.
  • Arquearia (궁도)

    Arquearia (궁도)

    O tiro com arco (arquearia) tem sido utilizado desde a antiguidade na Coreia como uma das principais artes marciais da nobreza. Mesmo hoje em dia, é uma modalidade importante dos Jogos Nacionais na Coreia.

    Fonte: Museum.go.kr

    De acordo com as pesquisas arqueológicas, a arquearia já era usada pelo povo na era paleolítica. Assim, no início, foi inventado como uma ferramenta para se obter alimentos, depois evoluiu para a defesa e arma de guerra e, com a introdução de armas de fogo, sua função foi alterada para ser uma prática esportiva.

    Fonte: edaily.co.kr

    Na Coreia, historicamente, o arco foi considerado uma das armas mais importantes, e o tiro com arco era a arte marcial mais popular que se espalhou entre a população em geral.

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA TRADICIONAL 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 17 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755192&page=1. Acesso em: dez. 2022.
    2. 활쏘기, 《단원 풍속도첩》 | 국보·보물 검색. Disponível em: <https://www.museum.go.kr/site/main/relic/treasure/view?relicId=531>. Acesso em: dez. 2022.
  • Ssireum (씨름)

    Ssireum (씨름)

    Ssireum (씨름), uma forma tradicional coreana de luta livre, é um tipo de competição popular em que dois jogadores, segurando-se um satba (um cinto de pano amarrado na cintura e na coxa), usam a sua força e várias técnicas para lutar entre si até derrubar o oponente no chão.

    Ssireum é um Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO, desde 2018.

    Fonte: NFM (National Folk Museum of Korea)

    A história de ssireum remonta à formação da vida em comunidades. Nas sociedades primitivas, as pessoas inevitavelmente tinham que lutar contra os animais selvagens, não só para a autodefesa, mas, também para se alimentarem. Além disso, era impossível para essas comunidades evitar entrar em conflito com outras tribos: como resultado, as pessoas acabaram praticando diferentes formas de artes marciais para se proteger.

    Fonte: gonggam.korea.kr

    Fonte: 국립민속박물관. Ssireum. Disponível em: <https://folkency.nfm.go.kr/en/topic/detail/1570>. Acesso em: dez. 2022.