Categoria: Cultura tradicional

  • Ritos – Celebração de aniversário de 60 anos de casamento/ Bodas de diamante (회혼례)

    Ritos – Celebração de aniversário de 60 anos de casamento/ Bodas de diamante (회혼례)

    O tamanho da festa variava de acordo com o status social e a riqueza dos filhos. De fato, no passado, era muito raro um casal celebrar 60 anos de casamento, porque a expectativa média de vida não era alta. As famílias aristocráticas faziam uma grande festa, porque consideravam que essa celebração dos pais era uma oportunidade de mostrar a “piedade filial” e o status da sua família.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1527
    A vida de uma pessoa (celebração de 60 anos de casamento)
    (Fonte da foto: Museu Nacional da Coreia)

    Com o aumento da expectativa de vida na Coreia, aumenta também o número de casais que chegam às bodas de diamante, comemorando 60 anos de casamento. À medida que a industrialização progrediu desde a década de 1980, o número de famílias nucleares centradas no casal aumentou gradualmente. E, à medida que aumenta a valorização dos aniversários de casamento, as celebrações de bodas de diamante (회혼례) estão se tornando cada vez mais importantes para as pessoas.

    Fonte: https://nmn.ff.or.kr/17/?idx=5384716&bmode=view

    Fonte: 결혼 60주년 기념식, 회혼례. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1527>. Acesso em: jan. 2023.

  • Ritos – Aniversário de 60 anos (회갑/환갑)

    Ritos – Aniversário de 60 anos (회갑/환갑)

    O 60º aniversário (회갑 ou 환갑) era considerado especial pelos coreanos e comemoravam com uma grande festa. Há uma mesa grande e farta para o aniversariante e outras mesas com diversos pratos para os convidados. No passado, a expectativa de vida era baixa e não eram muitas pessoas que celebravam os 60 anos. Aqueles que completavam 60 anos eram mais respeitados e o seu status social aumentava ainda mais.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1657

    Festa de aniversário tradicional de sessenta anos
    A festa dos 60 anos é preparada pelos filhos com amor e dedicação, sentimento conhecido no confucionismo como “piedade filial”. A mesa do banquete preparado para o aniversariante tem o nome de “Suyeon-sang”. Para demonstrar o amor pelo aniversariante, preparam uma enorme e esplêndida mesa posta, com castanhas, tâmaras, etc. que ficam empilhadas e decoradas para desejar a longevidade. Acreditava-se que quanto mais alta a torre de comida, maior “piedade filial” tinha pelos pais, então o especialista em comida de banquete Suksu(熟手) era chamado para preparar as torres de comidas bem altas. Essa mesa também é chamada de “gobae-sang”, porque é uma mesa que traz “ilusão”, tendo o objetivo de demonstração e não de apreciação, porque essa comida não é a que se serve aos convidados. A comida servida à mesa difere conforme a família e a época, mas é semelhante à mesa de ritual ancestral (Jesa 제사). É por isso que também é chamado de ‘sanjesa’ (Jesa para vivos).

    A cerimônia mais importante na festa de 60 anos é o honsurye (헌수례 獻壽禮). É um ritual de receber a demonstração da “piedade filial” dos filhos. Uma mesa menor é colocada em frente à mesa posta (Suyeon-sang), os filhos se vestem com hanbok colorido como crianças, fazem apresentações para aniversariante e brindam por longevidade.

    Festa de aniversário moderno de sessenta anos
    Hoje em dia, a expectativa de vida aumentou e a comemoração do sexagésimo aniversário mudou muito. A família mais próxima se reúne em salões de festas ou bufês para comemorar, viajam com toda a família ou enviam o(a) aniversariante e o(a) cônjuge para uma viagem memorável. Porém, mesmo hoje em dia, o aniversário de 60 anos é definitivamente um dia especial e o costume de celebrá-lo permanece.

    Fontes:

    1. 60세의 생일, 회갑. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1657>. Acesso em: jan. 2023.
    2. 회갑상(回甲床) – 한국민족문화대백과사전. Disponível em: <http://encykorea.aks.ac.kr/Contents/Item/E0065432>. Acesso em: jan. 2023.
  • Ritos – Nascimento (출생)

    Ritos – Nascimento (출생)

    Uma corda “tabu” (Geumjul 금줄) é uma corda feita de palha, que acreditam ter a força de dividir espaços, e é pendurada na porta de uma casa ou na entrada de uma rua para evitar o “perigo”.

    Desde a era Joseon, quando uma criança nasce numa casa ou uma cerimônia importante está sendo preparada, ela é pendurada entre os pilares de ambos os lados do portão da casa. O período de pendurar a corda é de cerca de 3X7 dias (21 dias). Na corda amarram carvão, papel e, dependendo da região, de acordo com o gênero, para os meninos amarram também pimenta vermelha e para as meninas, galhos de pinheiro.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1509

    Geumjul (금줄) é um sinal que proíbe a entrada de quem pode prejudicar o recém-nascido, como alguém que esteve num funeral ou quem está doente. Hoje em dia, as crianças nascem em hospitais ou instituições especializadas, mas, antigamente, era difícil criar um ambiente higiênico apenas para os recém-nascidos, quando todos davam à luz em casa. Assim, para proteger o recém-nascido de germes ou agentes ameaçadores do lado externo, uma corda era pendurada (como um aviso de “não entre”). A corda “tabu” era pendurada por três X sete dias a partir do momento em que a criança nascia, isto é, cerca de 3 semanas (21 dias). O número 7 era considerado um número com boas energias e o número 3 era considerado um número perfeito para a harmonia do yin e yang, contendo o céu, a terra e as pessoas.

    Para fazer a corda “tabu” é usada uma corda tecida de palha, sendo este material o que sobrou da colheita de grãos como arroz, cevada e trigo, e significa terra, plantas limpas e fertilidade. A corda usada deve ser a que foi torcida para a esquerda, diferenciando-se da corda usada no cotidiano, que é torcida para a direita. O significado dessa diferenciação é a de separar o espaço proibido do sagrado, assim, a corda precisa ser especial.

    Fonte: http://www.picturebook-museum.com/user/book_detail_popup.asp?idx=20036&searchkeyword=&searchvalue=&sortval=publishdate&gbn=illustor&cateType1=%&publishYear=&publishMonth=&PageSize=40

    Para evitar coisas impuras, objetos com o significado de purificação eram pendurados na corda. No caso da pimenta vermelha, a cor e o sabor picante da pimenta vermelha tinham o significado de espantar os maus espíritos. No caso de galhos dos pinheiros, estes podiam perfurar coisas impuras com a sua aparência afiada de agulha.

    Era possível saber se a criança nascida era menino ou menina por meio desses objetos pendurados. Em algumas regiões, além de pimentas e galhos de pinheiros, também eram colocados juntos carvão e papel. O carvão pode purificar tudo sem apodrecer, mesmo abaixo do solo. O papel contém a esperança de que a criança cresça com um coração branco e puro, e o desejo de que a criança tenha uma vida próspera.

    Fonte: 삼칠일 동안 걸어두는 금줄. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1509>. Acesso em: jan. 2023.

  • Artesanato (공예)

    Artesanato (공예)

    No passado, artesãos e mulheres coreanas desenvolveram uma ampla gama de técnicas para produzir os itens necessários em casa. Eles fizeram móveis de madeira, como guarda-roupas, armários e mesas marcados por um olhar aguçado de equilíbrio e simetria, e teceram belas cestas, caixas e tapetes com bambu, glicínias ou lespedezas. Eles usaram o papel de amoreira coreana para fazer máscaras, bonecas e ornamentos cerimoniais e decoraram diversos objetos domésticos com laca preta e vermelha colhida da natureza. Mais tarde, eles desenvolveram a arte de usar tiras de ox horn lindamente tingidas e concha iridescente de madrepérola e abalone para decorar móveis. Bordados, confecção de nós decorativos (maedeup) e tingimento natural também foram elementos importantes das artes e ofícios tradicionais coreanos, amplamente explorados para fazer roupas atraentes, objetos domésticos e ornamentos pessoais de moda.

    Peças decoradas com madrepérola e laca
    Peças com nós decorativos (maedeup)

    Veja mais sobre as técnicas aplicadas no artesanato coreano nestes vídeos do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês):

    Artigos com laca http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b52

    Tingimento e tecelagem http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b53

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    2. Lacquerware < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b52>. Acesso em: jan. 2023.
    3. Dyeing and Weaving < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b53>. Acesso em: jan. 2023.
  • Cerâmica (도자기)

    Cerâmica (도자기)

    A cerâmica coreana, que hoje em dia atrai os maiores elogios de colecionadores internacionais, é tipicamente dividida em três grupos: Cheongja (청자 celadon azul-esverdeado), Buncheong (분청 gris com revestimento antiderrapante) e Baekja (백자 porcelana branca). A cerâmica coreana faz parte da vida e da história deste país, tendo evoluído e acompanhado o cotidiano dos coreanos há milênios.

    Estima-se que a cerâmica apareceu pela primeira vez na Coreia por volta de 6.000 a 5.000 a.C., semelhante às regiões como Egito, Ásia Ocidental, Índia e China. A cerâmica feita na Coreia naquela época era diferente das cerâmicas da Ásia Ocidental e da China, e foi amplamente distribuída e desenvolvida em toda a Península Coreana. Por volta de 1.000 a.C., a influência da cerâmica chinesa começou a chegar e, desde então, a cerâmica coreana manteve uma relação estreita com a cerâmica chinesa.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Vaso da dinastia Silla)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&VdkVgwKey=11,01950000,37

    Por volta de 3.000 a.C., com o método de produção de cerâmica dura e de alta qualidade, diversificou-se a qualidade da cerâmica e aumentou o uso da cerâmica no dia a dia das pessoas. A partir da segunda metade do século VI, o método de produção de cerâmica passou a usar cinzas de madeira como matéria-prima, melhorando a qualidade da cerâmica.

    Foi em meados do século IX que o celadon foi fabricado na Coreia. Celadon foi feito aceitando novas técnicas de porcelana chinesa, com base na longa tradição de cerâmica dura de alta qualidade.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Celadon de dinastia Goryeo)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&VdkVgwKey=11,00680000,11

    Após o celadon, a porcelana branca começou a ser produzida e, nos séculos XI e XII, a cultura da cerâmica de Goryeo atingiu seu auge. A engenhosidade do povo Goryeo desempenhou um papel importante no enriquecimento da cultura cerâmica mundial, como o desenvolvimento da tecnologia de incrustações, uma invenção da Coreia, e o primeiro desenvolvimento da cor vermelha pelo óxido de cobre no esmalte.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Buncheong de dinastia Joseon)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&ccbaCpno=2223100410200

    Nos séculos XV e XVI, no período inicial da dinastia Joseon, uma porcelana especial chamada Buncheong foi produzida. Buncheong é pintada com argila branca em um corpo azul-acinzentado, possui padrões riscados ou pintados com óxido de ferro e tem um senso estético único. Junto com Buncheong, era a porcelana branca que representava a dinastia Joseon. A porcelana branca já era feita desde o início da dinastia Goryeo, mas tornou-se muito popular na dinastia Joseon. Entre as porcelanas brancas, encontram-se as porcelanas azul e branca e as porcelanas brancas pintadas com pigmentos cinzas e azuis, mas todas elas são chamadas de porcelanas brancas.

    Fonte: Cultural Heritage Administration (Baekja de dinastia Joseon)
    Disponível em http://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?pageNo=1_1_2_0&ccbaCpno=1121107850000

    Veja mais sobre as cerâmicas coreanas nestes vídeos do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês):

    Celadon http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b11

    Buncheong http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b12

    Baekja http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b13

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    2. 한국도자재단 (Fundação de Cerâmica da Coreia). Disponível em: <http://m.kocef.org/msub9_5_view.asp?mode=view&idx_num=5&gotopage=20&column=&searchString=&b_cat=>. Acesso em: jan. 2023.
    3. Goryeo Celadon < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b11>. Acesso em: jan. 2023.
    4. Buncheong Ware < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b12>. Acesso em: jan. 2023.
    5. 우리역사넷. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b13>.
  • Caligrafia (서예)

    Caligrafia (서예)

    A caligrafia desenvolvida na Coreia sob a influência da China é a arte na qual a beleza das linhas e formas dos caracteres e a energia contida nas pinceladas e nos sutis tons de tinta são apreciados. Embora a caligrafia seja um gênero de arte independente, ela está intimamente relacionada à pintura com tinta e lavagem, pois essas formas usam técnicas semelhantes e as ferramentas comumente chamadas de “quatro amigos do estudo” (papel, pincel, bastão de tinta e pedra de tinta).

    A história da caligrafia coreana começou no processo de buscar a beleza na escrita dos caracteres chineses (quando não havia uma escrita própria coreana, o Hangul). As lápides dos povos antigos e a caligrafia dos livros xilográficos são excelentes materiais para se observar a beleza dessa arte.

    Durante os períodos de Silla Unificada e Goryeo, o estilo de escrita de Wang Hui-ji era bem popular. No final da dinastia Goryeo, o estilo de Jo Maengbu foi introduzido e se tornou muito popular no início da dinastia Joseon, sendo o Príncipe Anpyeong um dos mais famosos caligrafistas. Nos anos posteriores, surgiram outros artistas como Han Seok-bong, Yun Soon e Lee Gwang-sa e, no século XIX, Kim Jeong-hee se tornou muito popular com o seu estilo. A partir dos anos 1950, a caligrafia de Hangul vem se desenvolvendo cada vez mais.

    Fonte: https://www.hani.co.kr/arti/PRINT/400959.html (Álbum de caligrafia do Seokbong Han-ho (1543-1605) <Seokbong Han-ho Haeseocheop>

    Veja mais sobre a Caligrafia coreana neste vídeo do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês): http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b16

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    2. 서예(書藝) – 한국민족문화대백과사전. Disponível em: <http://encykorea.aks.ac.kr/Contents/Item/E0027937>. Acesso em: jan. 2023.
    3. Calligraphy < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b16>. Acesso em: jan. 2023.
  • Pintura tradicional

    Pintura tradicional

    A rica e detalhada pintura tradicional coreana tem destaque nos murais de túmulos do reinado de Goguryeo (37 a.C.–668 d.C.), que expõem as crenças coreanas sobre a humanidade e o universo, e nas obras do século XVIII, que reproduzem o cotidiano do povo.

    Fonte: https://press.kookmin.ac.kr/news/articleView.html?idxno=3929

    Os artistas de Goryeo (918-1392) estavam interessados em capturar ícones budistas e legaram algumas grandes obras-primas, enquanto a elite literária de Joseon era mais atraída pelo simbolismo de plantas e animais, como os Quatro Nobres Lordes (Sagunja), a saber, orquídea, crisântemo, bambu e ameixeira), e as Dez Criaturas da Longevidade (Sipjangsaeng), além de paisagens idealizadas.

    Veja mais sobre as pinturas budistas de Goryeo neste vídeo do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês): http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b15

    Veja mais sobre as pinturas de Joseon neste vídeo do Instituto Nacional da História da Coreia (inglês): http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b06

    Veja o exemplo de um Sagunja (사군자):

    Fonte: https://www.metmuseum.org/art/collection/search/50486
    Bamboo in the Wind de Yi Jeong (Início de século XVII)

    No século XVIII, a Coreia viu a chegada de dois grandes artistas, Kim Hong-do e Sin Yun-bok, que desenvolveram um interesse apaixonado em descrever as atividades diárias das pessoas comuns em seu trabalho. Kim Hong-do preferiu retratar um caleidoscópio de pessoas em várias situações e cenas da vida cotidiana, enquanto Sin Yun-bok, por sua vez, dedicou seus esforços para capturar momentos eróticos em obras surpreendentemente voyeurísticas da época.

    Fonte: National Museum of Korea – 김홍도, 자리짜기, 《단원 풍속도첩》 (Kim Hong-do, Tecendo um tapete, séc. XVIII)
    Esta obra pode ser baixada gratuitamente do site https://www.museum.go.kr/site/main/relic/search/view?relicId=542  
     
    Fonte: Cultural Heritage Administration – 신윤복, 연당야유도, 《풍속도 화첩》 (Shin Yun-bok, Desfrutando de um Geomungo em um lago, séc. XVIII)
    Esta obra pode ser baixada gratuitamente do site https://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?ccbaCpno=1111101350000&pageNo=1_1_1_1

    Fontes:

    1. CONSULADO Geral da República da Coreia em São Paulo. [República da Coreia] CULTURA TRADICIONAL 상세보기 | Informações Gerais. São Paulo, 17 fev. 2020. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/br-saopaulo-pt/brd/m_6208/view.do?seq=755192&page=1. Acesso em: dez. 2022.
    2. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/143/korea/45>.
    3. Buddhist Paintings of the Goryeo Dynasty < The Story of Culture and Arts. Disponível em: <http://contents.history.go.kr/mobile/tz/view.do?levelId=tz_b15>. Acesso em: jan. 2023.
    4. Disponível em: <https://www.metmuseum.org/art/collection/search/50486>. Acesso em: jan. 2023.
    5. 자리짜기, 《단원 풍속도첩》 | 소장품 검색. Disponível em: <https://www.museum.go.kr/site/main/relic/search/view?relicId=542>.
    6. 국보 신윤복 필 풍속도 화첩 (申潤福 筆 風俗圖 畵帖) : 국가문화유산포털 – 문화재청. Disponível em: <https://www.heritage.go.kr/heri/cul/culSelectDetail.do?ccbaCpno=1111101350000&pageNo=1_1_1_1>. Acesso em: jan. 2023.
  • Brincadeiras Tradicionais (민속놀이)

    Brincadeiras Tradicionais (민속놀이)

    Ao longo de sua história, a nação coreana desenvolveu diversas brincadeiras tradicionais conhecidas e praticadas pela população através dos anos. Dentre elas, podem ser destacadas:

    Ddakji (딱지)

    Esse jogo ganhou popularidade através da produção sul-coreana Round 6, por ser uma das brincadeiras retratadas na série. Chamadas de ddakji (딱지/ pronuncia-se ták-ji), as peças do jogo podem ser de forma circular, quadrada ou triangular. O jogo possui diferentes versões: na neomgyeomeokgi (넘겨먹기), as peças são postas no chão e cada jogador joga seu ddakji na pilha, buscando virar o maior número deles e coletando para si os que forem virados. Já na versão mireonaegi (밀어내기), desenha-se um círculo no chão e cada um dos participantes coloca uma ou mais peças em seu interior, coletando as peças que conseguir empurrar para fora do círculo.

    Vídeo do Centro Cultural Coreano no Brasil de como dobrar um ddakji:

    Mugunghwa Kkochi Pieosseumnida (무궁화 꽃이 피었습니다)

    Sendo traduzida literalmente como “a flor de mugunghwa floresceu”, a brincadeira também ganhou popularidade através da série Round 6, e é conhecida em português como “batatinha frita 1, 2, 3”. Nesse jogo, um participante, assumindo o papel de sulle (술래), deve ficar virado de costas enquanto canta a música lentamente, e os outros jogadores devem avançar o máximo que conseguirem nesse tempo. Quando ele se vira e para de cantar, os demais devem ficar parados na posição em que se encontravam. Quem se mexer perde, e deve segurar a mão do sulle até o fim da brincadeira. A cada rodada a música fica mais rápida, dificultando o jogo. Quando chega perto o suficiente do sulle para tocá-lo, o participante deve correr e pegar outro jogador, que agora será o novo sulle, então todos devem sair correndo até a zona de segurança onde não podem ser pegos. Caso ninguém seja pego, o mesmo jogador deve ser o sulle novamente.

    Fonte: https://mediahub.seoul.go.kr/archives/2003156

    Gongginori (공기놀이)

    Jogado com pedras redondas chamadas de gonggi (공기), essa brincadeira se assemelha à brasileira “cinco marias”. O jogador deve arremessar uma pedra ao ar, e pegar as pedras restantes do chão antes que ela caia, apanhando a pedra que estava no ar com a mesma mão. Geralmente se utilizam cinco peças, representando cinco níveis, mas mais pedras podem ser utilizadas para fazer com que o jogo se torne mais difícil. O jogador perde a vez se tocar as pedras próximas durante a jogada, ou se não conseguir pegar a pedra. No último nível, o kkeokgi (꺾기), todas as pedras devem ser jogadas ao ar e o jogador deve pegá-las com as costas da mão, sendo o número de pontos equivalente ao número de pedras que foram capturadas. Quem fizer mais pontos ganha o jogo.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Jegichagi (제기차기)

    Um jogo tradicional para meninos muito jogado durante o ano novo lunar, o jegichagi deu origem ao jogo americano hackysack. O instrumento com o qual é jogado se chama jegi (제기). Parecido com uma peteca, no passado era feito com papel coreano hanji e seda, porém atualmente é mais comumente feito com tecido e algo pesado, como porcas de metal. Na brincadeira são medidas as habilidades dos participantes, e o objetivo é não deixar o jegi cair, chutando-o para mantê-lo no ar. Caso estejam separados em times, ganha o que realizar o maior número de embaixadinhas.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Yutnori (윷놀이)

    Originário do período dos Três Reinos, esse jogo de tabuleiro é comum durante o Seollal (설날), quando há a reunião das famílias. Antigamente, as varas de madeira eram utilizadas pelos ancestrais para prever sua sorte, entretanto no jogo, os paus de madeira, yut (윷), fazem o papel de dados enquanto cada equipe ou jogador move as peças pelo tabuleiro. A posição em que as varas caem após serem arremessadas, viradas para cima ou para baixo, determina o número de espaços que o jogador avançará. Do (도) indica que a peça andará um espaço; gae (개), dois espaços; geol (걸), três; yut (윷), quatro; e mo (모), por sua vez, cinco espaços. Ao obter yut (윷) ou mo (모) consecutivamente, o jogador ganha outra vez. A peça do oponente pode ser capturada caso outra peça caia na mesma casa, e o jogador que a capturou pode fazer outro lançamento, enquanto a que foi capturada deve voltar à posição inicial. Caso duas peças do mesmo jogador se encontrem na mesma casa, essas podem ser movidas juntas. Ganha o jogo quem conseguir fazer com que todas as peças circulem pelo tabuleiro de forma completa.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Dakssaum (닭싸움)

    Literalmente traduzido como “briga de galo”, nessa brincadeira os participantes devem segurar um de seus pés, enquanto pulam em um pé só, tentando derrubar seu oponente com o joelho. É proibido trocar o pé ou soltá-lo. O participante que soltar o pé ou cair perde, e o último a ficar de pé é o ganhador.

    Fonte: nfm.go.kr (National Folk Museum of Korea/Museu Nacional do Folclore da Coreia)

    Fontes:

    1. MINISTRY OF FOREIGN AFFAIRS. Traditional Korean Games. Disponível em: https://overseas.mofa.go.kr/no-en/brd/m_21237/view.do?seq=84. Acesso em: dez. 2022.
    2. Revista KoreaIN – Conectando Culturas. Disponível em: <https://revistakoreain.com.br/2021/10/entenda-as-brincadeiras-de-round-6/>. Acesso em: 12 jan. 2023.
    3. UNIVERSITY OF ILLINOIS URBANA-CHAMPAIGN. South Korean Culture Lessons. Disponível em: http://4-h.ca.uky.edu/files/south_korea_lessons.pdf. Acesso em: 30 jun. 2022.
    4. 자료마당 > 우리 놀이 알기 | 어린이 박물관. Disponível em: <https://nfm.go.kr/kids/nfmkid/viewPage.do?screenId=SCREEN_ID_MATERIAL_KNOWING_PLAY#none>. Acesso em: jan. 2023.
    5. CONCURSO YOUTUBER HONORÁRIO “Tutorial DDAKJI” – Michele Almeida Oliveira. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=i5sZNxw4nUQ>. Acesso em: jan. 2023.
    6. “무궁화꽃이 피었습니다!” 서울에서 찾은 “오징어 게임” 촬영지. Disponível em: <https://mediahub.seoul.go.kr/archives/2003156>. Acesso em: jan. 2023.
  • Ritos – Baegil (백일) e Dol (돌)

    Ritos – Baegil (백일) e Dol (돌)

    Os pais coreanos comemoram o centenário dia (baegil) e o primeiro aniversário (dol) de seu bebê com grandes celebrações especiais nas quais suas famílias, parentes e amigos participam. Eles geralmente realizam um grande banquete comemorativo para o bebê com uma oração ritual pela saúde, sucesso na vida e longevidade do bebê, e os participantes dão ao bebê anéis de ouro como presente especial.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1453

    Como uma parte da festa, os convidados assistem ao Doljabi (돌잡이). No doljabi, a criança “prevê” o seu futuro por meio do objeto que pega da mesa. Linhas (lã), macarrão, grãos e dinheiro estão sempre incluídos no doljabi, independentemente do gênero da criança. Os pais organizam esses objetos em ordem aleatória na mesa e brincam de prever o futuro da criança pelo primeiro objeto que ela pega.

    Quando a criança pega lã ou macarrão, dizem que terá uma vida longa e livre de doenças. Se pegar arroz, grãos ou dinheiro, ficará rica. No caso de pegar um livro, pincel ou tinta, será um estudioso ou um literato. Além disso, quando pegam frutas ou jujubas que estão na mesa, dizem que terá muitos filhos.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1514 (Roupa de menino no primeiro aniversário)
    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1514 (Roupa de menina no primeiro aniversário)

    Fontes:

    1. Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/138/korea/38>.
    2. 내 아이의 장래는? 돌잡이. Disponível em: <https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1453>. Acesso em: jan. 2023.
  • Ritos – Casamento tradicional (전통혼례)

    Ritos – Casamento tradicional (전통혼례)

    Casamentos têm sido uma festa de família muito importante na Coreia. Atualmente, a maioria dos coreanos escolhe o seu próprio cônjuge e realiza a cerimônia no estilo ocidental. No entanto, no passado, os casamentos eram arranjados pelos pais ou casamenteiros, após uma análise dos dados de nascimento (horóscopo) dos noivos, chamado “saju” (quatro pilares do destino), baseado na hora e data de nascimento. Ainda é mantida por algumas famílias essa tradição de consultar um adivinho, para saber como os noivos afetam o destino do cônjuge com o seu “saju”, como parte do processo de definição de um casamento.

    Fonte: https://ncms.nculture.org/ceremonial/story/1652
    A vida de uma pessoa (casamento) (Fonte da foto: Museu Nacional da Coreia)

    A cerimônia de casamento tradicional coreano consiste basicamente em três etapas: jeonallye, em que o noivo chega para casamento na casa da noiva com um ganso selvagem de madeira; gyobaerye, em que os noivos realizam reverências entre si, em sinal de compromisso; e, hapgeullye, onde os noivos compartilham um copo de vinho. Ao final, os noivos reverenciam os pais, os antepassados e os convidados.

    Fonte: Centro Cultural Coreano no Brasil

    No passado, uma cerimônia de casamento era uma festa da aldeia, onde toda a comunidade se reunia para celebrar o jovem casal. Os noivos vestiam trajes de casamento com detalhes luxuosos e adornos para cabeças. Hoje, as cerimônias de estilo ocidental são mais comuns, mas alguns rituais tradicionais, como “pyebaek” (폐백 – cerimônia tradicional para demonstrar o respeito à família do noivo pelo casal, logo após o casamento) e “ibaji” (alimentos que a noiva apresenta para a família do noivo, logo após o casamento) ainda são mantidos.

    Fonte: Centro Cultural Coreano no Brasil. Disponível em: <https://brazil.korean-culture.org/pt/138/korea/38>.